ES tem média de 7 mortes por afogamento por mês

Dado foi apresentado por voluntário que atua em entidade de segurança aquática na reunião da Comissão de Cidadania desta terça

Por Titina Cardoso, com edição de Nicolle Expósito

Homem pardo com camisa amarela fala em microfone
Marcelo Castro, que atua como voluntário em salvamentos, sugeriu ações de prevenção a afogamentos / Foto: Ana Salles

O Espírito Santo tem uma média de 7 mortes por afogamento por mês. O dado foi apresentado pelo membro voluntário da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), Marcelo Ribeiro de Castro, aos deputados da Comissão de Cidadania. Ele participou da reunião do colegiado nesta terça-feira (22). 

De acordo com os dados apresentados pelo palestrante, apenas em janeiro deste ano houve 23 óbitos por afogamento no estado; número maior que os 16 registrados no mesmo mês em 2021. “E quantas mortes nós teremos agora em janeiro de 2023?”, questionou. 

Ele falou sobre a necessidade de criação do Programa Capixaba de Prevenção ao Afogamento e a instituição de datas como a Semana Estadual de Prevenção ao Afogamento, a ser lembrada na segunda semana do mês de novembro (mesma época em que é realizada a semana latino-americana sobre o tema), e o Dia Estadual de Prevenção ao Afogamento, a ser celebrado anualmente em 25 de julho (data da Organização Mundial da Saúde). 

O membro da Sobrasa disse que a semana de debates sobre o tema já existe no Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Amazonas e outros estados. Os deputados Luciano Machado (PSB) – presidente do colegiado – e Iriny Lopes (PT) apoiaram as propostas apresentadas e disseram que apresentarão projeto de lei sobre o tema. 

Fotos da reunião 

Mais dados

Marcelo Ribeiro de Castro apresentou outros dados referentes a afogamentos no mundo, no Brasil e Espírito Santo. Em âmbito mundial, 235 mil pessoas morrem afogadas anualmente. No Brasil, a média é de 16 óbitos por afogamento todos os dias. Em 2020, ano de pandemia em que muitas pessoas estavam em casa, foram 5.818 mortes no Brasil. 

No país, o afogamento é a primeira causa de morte não intencional em crianças de 1 a 4 anos e a segunda em crianças de 5 a 9 anos. Cinquenta e cinco por cento das mortes na faixa de 1 a 9 anos ocorrem em piscinas e residências. Quatro crianças morrem afogadas diariamente no Brasil. A cada três dias uma criança morre afogada em casa. E 45% dos afogamentos se concentram no período de verão, entre os meses de dezembro e março. 

No Espírito Santo, foram 87 vidas perdidas em 2017 e 86 em 2018. Em 2018, foram realizados mais de 1.700 resgates em praias, rios, lagoas e cachoeiras no estado. O maior número de resgates foi feito nas praias de Vila Velha. Os dados foram compilados pela Sobrasa, com informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). 

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) existe desde 1995 e reúne guarda-vidas, médicos, surfistas, pescadores e outros profissionais voluntários atuantes na área de segurança aquática. É uma entidade sem fins lucrativos, que funciona como um conselho profissional e atua para reduzir os afogamentos e incidentes aquáticos. 

Participantes

Além dos deputados e do palestrante, também participaram do encontro o vereador de Vila Velha Joel Rangel (PTB); o secretário de Educação de Vila Velha, Rodrigo Simões; e o guarda-vidas e membro voluntário da Sobrasa Maxmiliano Domingos Moreira. 

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