Debate político é tema de discurso em sessão

Sergio Majeski apontou necessidade de discussão sobre temas importantes para a sociedade e criticou generalização da classe política

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito

Deputado Sergio Majeski discursa na tribuna do plenário
Majeski: Questões comportamentais não deveriam fazer parte da discussão política / Foto: Ana Salles

Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales), nesta segunda-feira (10), no Plenário Dirceu Cardoso, o deputado Sergio Majeski (PSDB) chamou a atenção para a importância do debate político e mostrou preocupação com o índice de abstenção registrado no 1º turno das eleições, no último dia 2 de outubro.

O parlamentar apontou ser impossível ignorar a política, uma vez que ela faz parte da vida em sociedade, independente de os cidadãos gostarem ou não do assunto. Majeski ainda considerou que a situação social não é fruto do acaso, mas sim de decisões políticas. E que quando não há debate, as decisões tomadas têm que ser aceitas em virtude da falta de participação. 

Outro ponto observado pelo tucano foi o número de pessoas que abriram mão de votar no primeiro turno do pleito. Embora não tenha sido o maior do país, o índice de 20% foi considerado alto pelo parlamentar, ao acrescentar que, somado aos votos brancos e nulos, pode chegar a 30%. 

“Dentro do radicalismo existente no Brasil, parece que não há mais espaço para discutir política porque só se está discutindo as coisas mais torpes possíveis e ninguém está discutindo política de verdade. Porque você tem um grupo se comportando como torcida de futebol e no outro extremo também. Questões comportamentais não deveriam fazer parte da discussão política. Se você perguntar quais são as propostas para educação, saúde, segurança etc. ninguém sabe”, lamentou. 

Majeski ainda considerou errada a generalização dos políticos, colocando todos num mesmo patamar, como se fossem todos iguais. Para ele, é preciso separar o joio do trigo. “Político não cai do céu nem sai do inferno. Político sai das urnas, e quem os coloca lá são os eleitores. Se todos os políticos são iguais, também eu poderia acreditar que todos os eleitores são iguais. E é óbvio que isso não é verdadeiro. E a necessidade de se discutir política em alto nível no Brasil é extremamente fundamental”, anotou. 

Fotos da sessão ordinária

Polícia Científica

O deputado Gandini (Cidadania) fez observações sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 7/2022, que cria a Polícia Científica no Estado e tramita na Casa. O parlamentar destacou emendas apresentadas por ele, em conjunto com a deputada Iriny Lopes (PT), reforçando a autonomia para o novo órgão, assim como já acontece em outros 20 estados da Federação.

“As pessoas que conduzem o estado do Espírito Santo precisam compreender que há um movimento natural de fortalecimento da investigação. Quando você tem autonomia, você fortalece a investigação pericial. Quem preside a investigação não necessariamente deve produzir a investigação. Quando você separa quem preside a investigação de quem a faz, você dá mais isenção e imparcialidade para aquele processo. Já são 20 estados e queria que nós fôssemos o 21º”, defendeu Gandini.

O deputado pede ao governo que estude as emendas feitas, porque existem questões fundamentais a serem decididas, como o porte de armas. Freitas (PSB) concordou com as observações sobre a necessidade de uma Polícia Científica autônoma, a ser também implantada no estado, seguindo o que já acontece em outros 20 estados da Federação. 

Trancamento de pauta

O deputado Doutor Hércules (Patri) protestou contra o trancamento da pauta de votações na primeira sessão da semana, o que resultou em 15 projetos na fila de espera para serem analisados pelo Plenário.

Lembrou também em seu discurso de duas datas celebradas neste 10 de outubro. Uma delas é o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, instituído em 1980. O parlamentar destacou a Lei 11.045/2019, proposta por ele, que proíbe condenados por terem cometido violência contra a mulher de assumir cargos públicos . 

Também comentou sobre o Dia Estadual do Condutor de Ambulância e esclareceu o diferencial desses profissionais em relação aos motoristas, pois o condutor, conforme o parlamentar, tem atuação mais ampla que os motoristas, ao ajudar na acomodação dos pacientes no veículo.
 

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