Saúde recebe diretores de hospitais filantrópicos

Colegiado vai receber representantes dos hospitais para debater demanda relacionada às cirurgias cardiovasculares

Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito

Fachada da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
Hospitais filantrópicos são referência na área cardiovascular / Foto: Santa Casa de Misericórdia de Vitória

A discussão em torno de uma possível paralisação das cirurgias cardiovasculares continua na Comissão de Saúde. Na próxima terça-feira (20) o colegiado recebe representantes dos hospitais filantrópicos para tratar da questão. A reunião ordinária acontece às 9 horas, no Plenário Rui Barbosa. 

Foram convidados para o encontro o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado do Espírito Santo (Fehofes) Fabrício Gaeede; a provedora da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Maria da Penha Rodrigues D’Ávila; o presidente da Associação Evangélica Beneficente Espírito Santense (Aebes), Pastor Rodrigo Seibel; o superintendente do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, Wagner Medeiros Júnior; e o diretor-geral do Hospital e Maternidade São José, de Colatina, Octacílio Calixto.

Para Gaeede, a reunião será um momento para esclarecer à sociedade o que está ocorrendo em relação às cirurgias cardíacas realizadas pelos hospitais filantrópicos. “Temos observado algumas informações equivocadas sendo repetidas e, em respeito ao Poder Legislativo, reconhecendo sua importância, em especial, da bancada composta por médicos, vamos tratar de forma clara e transparente. A Federação que represento desenvolve um trabalho sério e respeitado na sociedade, sempre com o objetivo de salvar vidas. Todas as ações que realizamos acontecem dentro da legalidade. Então, o momento será oportuno para tais esclarecimentos", disse.

Médicos

No último dia 6 os deputados ouviram o advogado dos médicos cirurgiões e alguns profissionais a respeito do tema. Eles relataram que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) havia sido avisada em junho sobre a “insustentabilidade dos serviços”. Entre os problemas apontados estão a ausência de pagamento aos médicos e a redução no número de cirurgias. Os parlamentares prometeram intermediar uma conversa entre os médicos e o Executivo estadual.

Decisão judicial

Em 30 de agosto a Justiça estadual deferiu pedido do Ministério Público Estadual (MPES) para a retomada, dentro de 24 horas, dos serviços de cirurgia cardiovascular em cinco hospitais filantrópicos para evitar a desassistência da população capixaba e possíveis mortes, em especial, nos serviços de urgência e emergência.

Essa atividade médica é fornecida por meio de um contrato com a empresa Medcardio Ltda, que abriga a maior parte dos médicos cirurgiões cardiovasculares registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM/ES). Porém, no dia 16 de agosto a Medcardio suspendeu o atendimento cardiovascular em cinco hospitais alegando distorção do equilíbrio econômico-financeiro. 

Os hospitais envolvidos são o Evangélico de Vila Velha (HEVV) e o de Cachoeiro de Itapemirim (Heci), a Santa Casa de Misericórdia de Vitória, a Maternidade São José, de Colatina, e o Hospital Rio Doce, de Linhares. Tais unidades hospitalares são referência na área cardiovascular e mais de 90% dos seus respectivos atendimentos são de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

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