Cerca de 200 pedem acessibilidade para votar

Pedidos foram registrados junto à Justiça Eleitoral no Espírito Santo por pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção

Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad

Mulher em cadeira de rodas em cabine eleitoral
Uma medida da Justiça Eleitoral é direcionar eleitores para locais de votação no térreo / Foto: Ellen Campanharo/Arquivo Ales

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), 212 eleitores solicitaram a votação em locais de fácil acesso nas eleições marcadas para o dia 2 de outubro (1º turno). O órgão direciona pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida para espaços adaptados, oferecendo acessibilidade, comodidade e segurança.

Dos que fizeram essa solicitação, 181 votarão em seções eleitorais localizadas no município onde foi feito o registro eleitoral. Outros 31 eleitores serão deslocados para outras cidades, fora de seu domicílio eleitoral.

Novas urnas

A nova urna eletrônica que será inaugurada nas eleições deste ano traz algumas novidades em termos de acessibilidade. Para facilitar o exercício da cidadania de pessoas com deficiência visual, o sistema de voz do aparelho foi aprimorado e agora também serão falados os nomes de suplentes e vices. 

Já os deficientes auditivos poderão contar com a apresentação de um intérprete de libras, que aparecerá na tela da urna, indicando quais cargos estão em votação.

Para o coordenador do Núcleo do Terceiro Setor Otacílio Coser, da Assembleia Legislativa (Ales), Carlos Ajur, as urnas eletrônicas trouxeram independência e autonomia, especialmente para deficientes visuais, como é o seu caso.

“As urnas eletrônicas têm facilitado o meu acesso ao processo eleitoral. Muito melhor do que quando era no processo manual. No processo manual eu precisava de uma pessoa para entrar comigo no local de votação. Com a urna eletrônica não, eu vou sozinho e tenho total autonomia e individualidade”, relata.

“Para mim, como deficiente visual, como uma pessoa cega, tem facilitado toda acessibilidade, com os teclados com os números em braile, com fones de ouvido, tem me dado a garantia na segurança e na confiabilidade do meu voto”, complementa o servidor.

Seções acessíveis

A diferença entre uma seção comum e uma especial é que essa deve garantir o acesso facilitado a pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção, oferecendo, por exemplo, rampas e elevadores. Porém, a assessoria de imprensa do TRE-ES explica que o órgão vem trabalhando, por meio de cartórios eleitorais, para que todos os locais sejam acessíveis. 

Em vez de apostar em seções adaptadas, a ideia é direcionar os eleitores com alguma restrição para pontos de fácil acesso. Por exemplo, em uma escola com dois ou mais andares, esses eleitores serão encaminhados para votar nas seções localizadas nos térreos desses imóveis.

Ao contrário do que é feito hoje, Carlos Ajur defende que seções exclusivas para pessoas com deficiência facilitariam o acesso desse público aos locais de votação e ao exercício da cidadania. “O que o TSE poderia fazer era concentrar as pessoas com deficiência em um local só para votar”, opina. 

“Porque aí olharia a acessibilidade para pessoas usuárias de cadeira de rodas, as pessoas com deficiência física, poderia colocar tradutores de libras para o atendimento a pessoas surdas. Isso garantiria muito, se fosse um local só, concentrado, para que todos eleitores com deficiência pudessem votar naquele município, em um único local, garantindo toda acessibilidade e o exercício de cidadania”, conclui.

Dados do TSE revelam que mais de 24 mil eleitores se declararam com algum tipo de deficiência no Espírito Santo. O número é bem superior à quantidade de pessoas que solicitaram a votação em seção especial no estado. Desse total, mais de 8 mil dizem ter alguma dificuldade de locomoção e 2,8 mil afirmam ter problemas visuais.

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