Policiais e bombeiros cobram melhores salários

Representantes de servidores da área de segurança querem cumprimento de acordo firmado com governo referente à recomposição salarial

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito

Pessoas reunidas em plenarinho da Assembleia Legislativa
Frente de Valorização Salarial de Policiais e Bombeiros da Ales acolheu demandas de categorias / Foto: Ana Salles

Em reunião da Frente Parlamentar de Valorização Salarial de Policiais e Bombeiros da Assembleia Legislativa (Ales), representantes de entidades sindicais dos policiais militares, civis e bombeiros militares, que integram a Frente Unificada de Valorização Salarial, se pronunciaram em favor de melhorias salariais para todas as categorias da segurança pública. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (14), no Plenário Rui Barbosa da Ales. 

O deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), presidente do colegiado, abriu a reunião reforçando que a valorização do militar passa necessariamente pela melhoria salarial, prestigiando o servidor e sua família. O parlamentar classificou o cenário remuneratório da categoria no Espírito Santo como descaso e falta de sensibilidade com a segurança do cidadão. 

Fotos da reunião

“Hoje, a maior preocupação que temos, além do desânimo existente, dos servidores da segurança pública, é a possibilidade de uma paralisação ou uma edição de 2017, que tantos prejuízos causou à imagem do estado, à população capixaba e à nossa economia”, lembrou Bahiense. 

O deputado também observou a estrutura da segurança, as condições de trabalho na área e o nível de violência contra as crianças e adolescentes capixabas.

Demandas da segurança

O presidente do Sindicato e Associação dos Investigadores de Polícia Civil do Espírito Santo (Sinpol/Assinpol), Antônio Fialho Garcia Júnior, afirmou que os policiais estão decepcionados com a postura do governo, que não teria honrado acordo firmado com trabalhadores da segurança.

“Nem sequer fomos atendidos nas várias comunicações que foram feitas pedindo reunião. Isso demonstra a falta de vontade de investir verdadeiramente na segurança pública. Nós, que somos representantes das entidades, infelizmente, estamos desmotivados. A sorte desse governo é que estamos proibidos, hoje, através de uma canetada do STF, que estendeu a proibição pertinente à Polícia Militar de fazer movimento paredista. Nós estamos proibidos hoje de fazer greve, senão, com certeza, a Polícia Civil estaria parada”, garantiu o policial. 

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (Sindepes), delegada Ana Cecília Mangaravite, disse que há um grande número de policiais que desistem da carreira porque se sentem desmotivados pelos baixos salários. 

“A valorização salarial do servidor público é um assunto que interessa não só aos servidores da segurança e de suas famílias, é um assunto que interessa à sociedade capixaba. Nós sabemos que a valorização salarial é um requisito prévio para que tenhamos uma segurança pública, um serviço público de segurança de qualidade. Não há que se falar em policial motivado sem uma valorização”, ponderou Mangaravite.

O presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES), 2º tenente BM Emerson Luiz Santana, destacou que, apesar de tudo, a categoria teve conquistas graças à mobilização e união de todos. Afirmou que o bombeiro dá o melhor de si para a sociedade e espera reconhecimento do governo. Ele reafirmou a necessidade da valorização salarial de todos os servidores da segurança.

Fizeram coro aos apelos por valorização profissional e melhorias salariais o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos PM e Bombeiro Militar do Espírito Santo (Asses), capitão PM Neucimar Rodrigues de Amorim; o representante da Associação dos Militares de Reserva Reformados, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas de Militares do Espírito Santo (Aspomires), capitão BM RR Walter Victorino Luz Pinto; e o diretor da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo (ACS-ES), cabo Nilton Ferreira Góes.

“Estamos tratando aqui não de uma manifestação de sindicalista, mas da execução daquilo que foi pactuado documentalmente. A proposta foi feita pelo Executivo. Fica difícil creditar alguma confiança em quem não consegue cumprir uma coisa simples”, pontuou o diretor da ACS-ES.

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