Feira destaca inclusão e empreendedorismo

Integrantes do grupo Mulheres Empreendedoras Inclusivas participam de feirinha de artesanato na Assembleia

Por Silvia Magna, com edição de Angèle Murad

Mulher em pé vê artesanato e do outro lado da mesa uma cadeira e uma mulher em pé
Para artesãs, iniciativa contribui para a renda e a visibilidade das pessoas com deficiência / Foto: Lucas S. Costa

A tradicional feirinha de produtos artesanais que funciona no térreo da Assembleia Legislativa ganhou um reforço nesta primeira semana de julho. É que integrantes do grupo Mulheres Empreendedoras Inclusivas expõem seus trabalhos no espaço até quarta-feira (6). A iniciativa da feirinha é da deputada Janete de Sá (PSB) por meio da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Artesão e do Artesanato Capixaba. O objetivo da iniciativa é fortalecer o empreendedorismo feminino. 

Quem passar por lá poderá adquirir bolos, tortas, chapéus, bijuterias, canetas decoradas, sabonetes artesanais, panos de prato e trabalhos em crochê. “Nosso objetivo é fortalecer as associações, grupos produtivos ou de economia solidária, além de artesãos independentes. O Estado tem aproximadamente 12 mil artesãos e não tem como questionar a importância desse setor”, afirmou a parlamentar.

Segundo Sueli Lima, do Mulheres Empreendedoras Inclusivas, o grupo existe há quase um ano e o trabalho itinerante gera renda para as artesãs que participam do coletivo e visibilidade para a população com necessidades especiais. Para ela, a pessoa com deficiência terá mais espaço no mercado de trabalho quando a sociedade olhar com mais sensibilidade para a causa. 

“A gente foca mais na visibilidade, a nossa presença é muito importante. É preciso que as pessoas se coloquem no lugar do outro. É necessário avançar em políticas públicas que facilitem a vida das pessoas com deficiência e isso só vai acontecer quando as pessoas se conscientizarem”, afirmou. 

Sueli Lima falou sobre a Lei 8.213/91, norma federal que determina que empresas destinem uma parte dos postos de trabalho para pessoas com deficiência. A quantidade de vagas varia de acordo com a quantidade de funcionários. Em empresas que contabilizam de 100 a 200 empregados, a reserva é de 2%; de 201 a 500, de 3%; de 501 a 1.000, de 4%. As empresas com mais de 1.001 empregados devem reservar 5% das vagas para esse grupo.

“As empresas não estão preparadas para receber a pessoa com deficiência, principalmente o cadeirante. Mesmo com a lei que determina a contratação desses trabalhadores, ainda existem inúmeras dificuldades. Não ter acessibilidade atrapalha a entrada no mercado. Não deve existir isso de que não contrata porque não é acessível. Tem de ser obrigatória a instalação desses equipamentos”, opinou a artesã.

Deputados: Janete de Sá
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