Reunião debate meios de afastar jovens das drogas

Iniciativas desenvolvidas no ambiente escolar, como Proerd e Papo de Responsa, foram citadas como formas de prevenir uso de drogas por jovens

Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito

Deputados e convidados de reunião no Plenário Dirceu Cardoso
Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente realizou reunião híbrida / Foto: Ellen Campanharo

No contexto do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, celebrado em 26 de junho, a Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente realizou reunião híbrida para debater mecanismos de prevenção ao consumo de drogas pelos jovens no Espírito Santo. O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa (Ales).

O presidente do colegiado, Delegado Danilo Bahiense (PL), abriu os trabalhos informando que estimativas indicam que o Brasil possui 15 milhões de dependentes químicos e que grande parcela é de crianças e adolescentes. Para o parlamentar, o combate às drogas deve ocorrer de forma preventiva, com programas e políticas públicas efetivas em parceria com a sociedade civil, mas também repressivamente, com a estruturação dos órgãos de segurança pública e das demais instituições.

“A dependência química é definida como doença crônica, sobretudo, por levar a recaídas. Destacamos também que as melhores abordagens de prevenção se dão por meio da inclusão do papel da família, da escola e da sociedade, de modo geral, no fortalecimento e proteção às crianças e adolescentes, para que cresçam e se desenvolvam em um ambiente saudável, livres de risco e com perspectivas de crescimento e proteção social”, disse.

Fotos da reunião da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente

Outro número alarmante trazido por Bahiense apontou que no ano passado ocorreram 101 mortes de crianças e adolescentes, a maior parte concentrada nas idades entre 15 e 17 anos. O tráfico de drogas é o principal fator dessas mortes. O deputado Torino Marques (PTB) frisou que as drogas promovem dependência química e destroem famílias. “É um falso prazer que as pessoas sentem. No início é gostoso, mas o final é doloroso”, ressaltou.

Denúncias

Representante da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) na reunião, o delegado da Polícia Civil (PCES) Paulo Expedito, que gerencia o Disque-Denúncia 181, falou que a pasta possui duas iniciativas destinadas a fazer a prevenção ao uso de drogas por crianças e adolescentes: o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), vinculado à Polícia Militar (PMES); e o Papo de Responsa, sob a responsabilidade da PCES.

Ele também esclareceu que a população pode contribuir com o combate ao tráfico de drogas utilizando os canais de denúncia da Sesp, como o 190, do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), o 181 ou mesmo pelo site. Bahiense citou que o Capitão Stein, do Proerd, participou de algumas reuniões da comissão para explicar como funciona o programa. Ele ainda cobrou que o governo do Estado faça mais concursos para as polícias, inclusive, para reforçar o efetivo desses serviços de prevenção.

Papo de Responsa

Quem também esteve no encontro foi o delegado Robson Damasceno, diretor da Academia de Polícia Civil do Espírito Santo (Acadepol) e coordenador do projeto Papo de Responsa, voltado para a prevenção do uso de drogas pelos jovens. A iniciativa começou a funcionar no Estado em 2013, mas por causa da pandemia do novo coronavírus foi necessário dar uma parada em 2020 e 21. Neste ano, foi retomada em março com uma ação em uma escola de Jardim Camburi. “Já foram atendidas mais de 8 mil crianças e adolescentes até maio, cerca de 40 escolas”, salientou.

Damasceno contou que na primeira fase os policiais conversam com os diretores, professores e com o corpo administrativo das escolas. Em seguida partem para um diálogo aberto com os jovens. “Os adolescentes podem ser resgatados”, assegurou. Atualmente, apenas dois policiais fazem parte do programa, mas de acordo com o coordenador a ideia é qualificar policiais de norte a sul do Espírito Santo para que eles possam ministrar palestras em escolas dos 78 municípios capixabas.

Relatório

Ao final dos trabalhos Bahiense garantiu que vai ser produzido um relatório sobre o discutido na reunião que será levado para a votação no colegiado e de onde irão sair sugestões e indicações acerca do tema. Além dos citados, estiveram no encontro a vice-presidente da Comissão de Direito Educacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) Renata Peixoto; a coordenadora do serviço de abordagem social de Vila Velha Luciana Fernandes; o assessor parlamentar André Cunha e os deputados Capitão Assumção (PL) e Luciano Machado (PSB). 

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