Bandes teve lucro de R$ 50 milhões em 2021

Melhor resultado na história do banco público foi apresentado nesta segunda (30) em audiência pública de prestação de contas da Comissão de Finanças

Por João Caetano Vargas, com edição de Nicolle Expósito

Munir Abud fala em microfone na tribuna do plenário da Assembleia
Munir Abud destacou ações do Bandes para reduzir impactos da pandemia de Covid-19 na economia / Foto: Lucas S. Costa

O diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Munir Abud, realizou nesta segunda-feira (30) prestação de contas, fazendo uma avaliação do cumprimento das metas da entidade no exercício de 2021. A explanação foi realizada em audiência pública da Comissão de Finanças. O convidado comemorou o lucro de R$ 50 milhões no último ano. Em 2020 o Bandes fechou com lucro de R$ 28 milhões e, em 2019, apresentou déficit de mais de R$ 200 milhões.

Fotos da audiência pública 

“Trabalhamos com o maior resultado da história no pior momento de nossa economia. Isso mostra o compromisso do empresário capixaba em adimplir com suas obrigações com o Banco de Desenvolvimento, demonstra que o banco faz operações de crédito responsáveis e com isso nos permite lucrar como nunca na história, para poder reemprestar esse dinheiro, criando um ciclo sustentável de desenvolvimento econômico”, disse o gestor.

Fundos

Munir atribui esse bom resultado à criação de três fundos aprovados no Legislativo capixaba. “O primeiro deles foi o Fundo de Proteção ao Emprego, que foi o maior fundo público de reconstrução econômica da história de nosso país”, afirmou. O diretor fez uma comparação com fundo similar criado no estado de São Paulo, com um aporte de R$ 200 milhões, enquanto no Espírito Santo foram investidos R$ 250 milhões.

Desse recurso, foram empregados em crédito R$107 milhões, em 2021, beneficiando 384 empresas. “Foi com as ações desse fundo que conseguimos preservar mais de 5 mil empregos na economia capixaba”, destacou Munir. O presidente do Bandes explicou que um dos objetivos centrais desse aporte financeiro foi o de “desburocratizar e democratizar o acesso ao crédito”, permitindo inclusive que empresas com títulos protestados tivessem direito ao benefício.

O segundo é o Fundo de Apoio Rural, “criado com o objetivo de emprestar dinheiro aos agricultores que tiveram eventualmente as suas lavouras devastadas por catástrofes meteorológicas”. E, por fim, o Fundo Soberano, que, segundo Munir, destinou outros R$ 250 milhões de seus recursos para a criação de um Fundo de Investimento em Participação.

“Nós entregamos o recurso à gestão de uma empresa privada, à profissionais do mercado financeiro que possam eleger empreendimentos aqui no Espírito Santo para receber participações acionárias do Fundo Soberano”, explicou. De acordo com o convidado, este é hoje o maior fundo público de ‘venture capital’ (capital de risco) do país.

Números

A segunda parte da apresentação ficou a cargo do diretor de Administração e Finanças do Bandes, Sávio Caçador. O palestrante afirmou que o investimento aproximado de R$ 930 milhões na economia capixaba em 2021 contribui para a geração e manutenção de mais de 23 mil empregos no estado.

O diretor disse que o Bandes tem hoje R$ 571 milhões em sua carteira de crédito e mais de 13 mil clientes ativos. O setor com o maior aporte de investimento dessa carteira é o agropecuário com 51%, seguido do setor de serviços com 22%, e indústrias com 12%.

O banco possui hoje sob sua gestão R$ 728 milhões em recursos, entre fundos administrados pela entidade, recursos próprios, captações e dinheiro aplicado em cotas de demais fundos de investimento.

Outro número comemorado pela equipe financeira do banco foi a redução da inadimplência com a instituição, que passou de 11,7% em 2019 para 3,2% em 2021. “A gente vem fazendo um trabalho de renegociação, de recuperação de crédito e de estreitamento da régua de cobrança”, concluiu o diretor. A reunião foi conduzida pelo deputado Dary Pagung (PSB).

Prestação de contas

A realização de audiência pública para apresentação de relatório com o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (11.354/2021). O texto define que até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo apresentará relatório de cada quadrimestre em audiência pública na Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Ales, conforme define o § 4º do art. 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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