Audiência debate movimento de policiais antifascismo

Comissão de Cidadania recebe nesta sexta (29) representantes de movimento de policiais que prega construção democrática da política de segurança pública

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito | Atualizado há 3 meses

Detalhe de fardamento de policial militar
Movimento de Policiais Antifascismo relata perseguições políticas nas corporações / Foto: Ellen Campanharo

A Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) promove nesta sexta-feira (29), às 15 horas, no Plenário Dirceu Cardoso, audiência pública para debater o movimento antifascista dos policiais capixabas, vítimas de perseguição política, de acordo com seus integrantes. O debate será transmitido pela TV Assembleia e pelo canal do Legislativo no YouTube.

Em 2017, o primeiro seminário dos trabalhadores da segurança, realizado no Rio de Janeiro, divulgou o Manifesto dos Policiais Antifascismo. O documento define o que é fascismo, aponta o crescimento  da reação violenta de ódio às diferenças no país e reivindica liberdade de expressão — inclusive política – e de organização, além do reconhecimento como categoria de trabalhadores. Também faz críticas ao discurso de estado de guerra permanente e à forma de combate às drogas da Polícia Militar. Ainda propõe a reestruturação das instituições de segurança.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal e determinou a suspensão da produção de dossiês pelo Ministério da Justiça, tendo como alvos professores e militares de grupos antifascistas. O STF também alertou que os servidores estão sujeitos a riscos de perseguição, conforme aponta o movimento.

A proponente da audiência pública, deputada Iriny Lopes (PT), revelou que pelo país afora, “a atuação dos policiais antifascistas continua sendo alvo de vigilância e de ações de investigação, perseguição e exclusão de promoções na carreira, pressão de colegas de farda alinhados ao bolsonarismo”, afirmou.

Convidados

São esperados para a audiência pública o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e coordenador nacional do Movimento Policiais Antifascismo (MPA), Orlando Zaccone; o capitão da Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES), Vinícius Cássio Corrêa de Sousa; o coordenador do MPA no estado, policial militar Vinícius Querzone; a coordenadora jurídica da Rede Liberdade, advogada Juliana Vieira dos Santos; e a escrivã aposentada da Polícia Civil do Espírito Santo Maria Helena Cota Vasconcelos.

Deputados: Iriny Lopes
Comissões: Cidadania
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