Cooperativa de transporte escolar pede reajuste

Segundo os cooperados, valores repassados pelas prefeituras continuam os mesmos apesar do aumento nos combustíveis 

Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad

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Mansur aponta omissão do governo em enfrentar crise no transporte escoar / Foto: Lucas S. Costa

A falta de um reajuste nos valores repassados às cooperativas de transporte escolar que atendem a prefeituras do Estado foi a principal queixa dos cooperados que participaram da reunião ordinária virtual da Comissão de Cooperativismo da Assembleia Legislativa, realizada nesta terça-feira (5).Eles também cobram que seja feito um reequilíbrio nos valores pagos por cada município.

O assessor de Relações Institucionais da OCB/ES, David Duarte Ribeiro, afirma que a defasagem deve-se à elevação dos preços dos combustíveis. “Tanto o diesel quanto a gasolina (tiveram) um aumento expressivo, considerável. Algumas prefeituras têm conseguido atender a solicitação do reequilíbrio em relação às linhas municipais, assumindo essa questãom e algumas prefeituras têm colocado a necessidade do alinhamento com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), em relação aos repasses estaduais e das linhas estaduais”, disse.

O assessor lembrou que muitos dos profissionais dependem exclusivamente desse serviço como meio de sustento de suas famílias. “Quando a gente fala das cooperativas, a gente não tá falando apenas do CNPJ, a gente tá falando dos cooperados. As cooperativas são os cooperados, os quase 2 mil transportadores escolares que nós temos ligados às 15 cooperativas”, pontuou.

Pandemia

O convidado também falou sobre a crise enfrentada pelo setor durante a pandemia, por conta da paralisação das aulas. “As cooperativas que atuam no transporte escolar foram as que mais sofreram no período de pandemia. Se a gente fizer comparação com qualquer outro ramo, com qualquer outro segmento, é latente e todos nós acompanhamos isso, foi um ano e meio de muito sofrimento, de muita luta.”

O presidente da Cooprural, Romério Badaró, falou sobre a necessidade de uma equiparação município a município, ressaltando que os reajustes no preço do combustível atingem todos. “A realidade é que o combustível está lá nas alturas. Não tem como fazer um trabalho bacana não ganhando o suficiente pra manter o seu veículo, sem conseguir manter as coisas dentro de casa, porque muitos aqui dependem 100% do transporte”, frisou.

A reunião foi conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Marcos Mansur (PSDB). “Faltou sensibilidade por parte do governo em relação à gravidade do que aconteceu e do que vem acontecendo em relação ao setor de transportes. Muito pouca coisa foi feita, quase nada. O governo deixou que os trabalhadores se virassem e arcassem com as consequências da crise”, avaliou.

Para Mansur, os cooperados são muito cobrados em relação à qualidade do serviço e pouco recompensados pelo que entregam. “Na hora de chamar de novo pra voltar ao trabalho, aí o governo vem, e com razão, exigindo toda qualidade possível, e diga-se de passagem, essa turma presta um serviço de extrema excelência, de extrema qualidade. Mas pra manter essa qualidade existe um custo e o setor e as cooperativas não aguentam mais pagar esse custo sozinhos”, opinou.

O subsecretário estadual de Suporte à Educação, Alexandre Aquino Freitas de Cunha, manifestou-se a favor das demandas apresentadas e disse que a Sedu vai se debruçar sobre o tema junto à Procuradoria do Estado para encontrar caminhos para os pedidos de reequilíbrio e reajuste nos valores repassados.

“A gente não quer de forma alguma colapsar o cooperativismo do transporte escolar, não é de forma alguma a nossa intenção, pelo contrário, a gente quer fomentar o cooperativismo”, afirmou o subsecretário. O gestor solicitou uma reunião com o setor para dar um retorno às demandas levantadas na reunião.

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