Violência contra crianças preocupa deputado

Bahiense apresentou dados de crimes contra crianças e adolescentes e reclamou da falta de pessoal na delegacia especializada para atender esse segmento

Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 5 meses

Bahiense de pé fala ao microfone no Plenário Dirceu Cardoso
Segundo Bahiense, o cenário nos municípios do interior do estado é ainda mais precário / Foto: Lucas S. Costa

A violência contra crianças e adolescentes no Espírito Santo preocupa o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), presidente de comissão temática na Casa. O parlamentar apresentou dados alarmantes em pronunciamento feito na sessão ordinária desta quarta-feira (16). De acordo com o deputado, de janeiro a setembro de 2021 foram registrados 101 assassinatos de crianças e adolescentes no estado, sendo, que desses, 91 de meninos e 10 do sexo feminino.

O parlamentar informou que, nesse mesmo período, foram registrados 226 partos de crianças de até 14 anos. “A violência em 2021, com relação à criança e ao adolescente, registrou 1.762 ocorrências, foram 7.066 violações”, indignou-se.

Álbum de fotos da sessão ordinária

Falta de efetivo

O deputado reclamou da falta de recursos humanos na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).  “A nossa DPCA aqui do Estado do Espírito Santo está passando por grandes dificuldades. Nós temos hoje apenas dois policiais para atender cada município. A Serra, com 500 mil habitantes, e nós temos somente dois policiais”, lamentou. 

O parlamentar disse que a mesma situação se repete em Vitória, Vila Velha, Viana e Cariacica. “Recentemente foram nomeados 400 policiais, mas a DPCA não recebeu um servidor sequer para atuar nessa área. Já foram encontradas mais de 5 mil ocorrências que precisam ser ultimadas, mas sem recurso, sem pessoas, sem policiais civis para atuarem fica praticamente impossível”, apontou.

Interior

Segundo Bahiense, o cenário nos municípios do interior do estado é ainda mais precário. “As delegacias do interior passam por uma situação pior, porque as DPCAs do interior, pelo menos nas regionais, estão juntas com a Delegacia da Mulher e a Delegacia de Proteção ao Idoso. Em alguns locais, a delegada conta com apenas um escrivão e nenhum investigador”, apontou.

Desinformação

Já o deputado Sergio Majeski (PSB) falou sobre fake news e desinformação. O parlamentar mostrou-se preocupado com o volume de informações falsas sendo veiculadas em um ano eleitoral. “Nós temos uma quantidade de informações tão grande que nos chegam todos os dias, que nós não temos sequer tempo de pensar nelas ou ‘peneirá-las’ para que a gente absorva aquilo que realmente faz algum sentido”, avaliou.

O deputado citou a guerra de informações travada entre as partes envolvidas no conflito militar da Ucrânia para demonstrar como as pessoas consomem todo tipo de informação e já se sentem aptas a tomarem algum tipo de partido. “Imediatamente as pessoas se tornam especialistas. Elas leram lá cinco linhas ou receberam um vídeo e elas já se julgam especialistas no assunto, a ponto de elas emitirem, fazerem julgamento, se colocarem do lado de A, B ou C, sem terem conhecimento nenhum sobre isso”, alertou.

Fake news

Majeski falou sobre o mercado existente hoje para alimentar essa rede de notícias falsas. “O que a gente chama de fake news, ao contrário do que se imagina, não são criadas por pessoas simples como eu ou como você, uma pessoa comum. Elas são criadas de caso pensado, elas são criadas propositalmente, muitas vezes são agências, pessoas especializadas que criam isso e ganham rios de dinheiro pra fazer isso, pra desinformar”, explicou.

Eleições

Para Majeski, as próximas eleições, em outubro, terão ainda mais influência negativa de informações falsas. “E agora nós estamos num ano de eleição novamente. Essa eleição promete talvez ser a pior de todas nos últimos anos. Se na última, nós já vimos uma quantidade imensa de fake news, essa promete ser ainda pior”, finalizou.  

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