Ales cria homenagens para mulheres e meninas

Servidoras da segurança, estudantes que participam de olimpíadas científicas e mulheres que atuam na cultura vão receber medalhas, comendas e prêmios

Por Larissa Lacerda, com informações de Marcos Bonn e edição de Titina Cardoso

Menina negra manipulando tubos de ensaio em laboratório
Resolução cria o Prêmio Meninas Olímpicas para estudantes que participarem de olimpíadas científicas / Foto: Secretaria de Educação/SP

Três novas homenagens destinadas a mulheres foram criadas na Assembleia Legislativa (Ales). A primeira delas é a Medalha Delegada Zoraydes Izabel Duboc, destinada a celebrar o trabalho das profissionais da segurança que atuam no combate à violência contra a mulher. A honraria foi instituída pela Resolução 7.718/2021, de autoria do deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), publicada no Diário do Poder Legislativo (DPL) da última quinta-feira (16).   

A medalha será concedida anualmente a 30 profissionais indicadas pelos parlamentares, sempre no dia 18 de novembro, data em que é celebrado o Dia Estadual da Profissional de Segurança no Combate à Violência contra a Mulher (Lei 11.292/2021). As indicações deverão ser feitas até 15 dias antes da sessão solene de entrega das medalhas.

Para ser enquadrada no rol de homenageadas, a indicada deve ter, no mínimo, três anos de serviço público, reputação ilibada, não ter punição em processo administrativo ou condenação penal ou administrativa. O colegiado de Segurança da Ales deverá verificar o cumprimento desses requisitos, sendo de dois dias o prazo para substituição de indicada que não atenda a todos os requisitos. O tempo será contado a partir da comunicação ao deputado responsável pela indicação.

Zoraydes Izabel Duboc nasceu em Juiz de Fora (MG) e foi a primeira mulher a se tornar delegada da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Filha de militar, iniciou sua carreira em 1973 como escrivã. Em 1978 tornou-se delegada em Santa Leopoldina. Ela também atuou em delegacias de Linhares, Colatina, Alegre e Cachoeiro de Itapemirim e encerrou sua trajetória como titular da antiga Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes. Seus dois filhos seguiram carreira na segurança pública.

Estudantes

Já a Resolução 7.719/2021, de autoria da deputada Iriny Lopes (PT), cria o Prêmio Meninas Olímpicas destinado às estudantes capixabas de escolas públicas que participarem de olimpíadas científicas, especialmente as indígenas e afrodescentes. A resolução também foi publicada no DPL de 16 de dezembro. 

A premiação será concedida em três níveis, que vão do 6º ano do ensino fundamental até o ensino médio. O Prêmio Meninas Olímpicas consistirá na entrega de um diploma a duas meninas em cada nível, sendo pelo menos uma afrodescendente ou indígena. O diploma deverá conter brasão da Ales, o símbolo da Procuradoria Especial da Mulher, além do nome da estudante ganhadora e categoria do prêmio.

A homenagem visa reconhecer o esforço e a dedicação, e fomentar a participação de meninas em olimpíadas de conhecimento, a fim de ampliar suas áreas de atuação no mercado de trabalho.

A organização é de responsabilidade da Procuradoria Especial da Mulher da Ales. E o prêmio será entregue anualmente, em solenidade a ser realizada em data próxima a 8 de março, Dia Internacional da Mulher. 

Cultura

Também de iniciativa de Iriny Lopes, a Resolução 7.739/2021 cria a Comenda do Mérito Legislativo Rosilda Brito Falcão para homenagear mulheres que atuam na área da cultura capixaba. A distinção será conferida a até 30 homenageadas por ano, preferencialmente no dia 13 de abril, Dia da Mulher Sambista. A resolução foi publicada no DPL desta segunda-feira (20).  

“Essa mulher impressionante se destacou pela defesa do congo, da folia de reis, do samba, teatro, enfim atuou no fortalecimento da cultura capixaba em todas as suas representações. Rosilda era querida e respeitada por seu profissionalismo e capacidade de agregar, de fazer circular o pensamento e o fazer cultural, de defender as raízes capixabas”, defendeu a autora no texto do projeto. 

Rosilda Brito Falcão era produtora cultural. Nascida e criada em Santo Antônio, Vitória, morreu em 2008, aos 66 anos de idade. Conforme destacou a deputada, desde criança Rosilda se envolveu no universo cultural capixaba. A partir de 1992 atuou na comissão do Carnaval de Vitória para colocar nas ruas os foliões e blocos, além das festividades do congo.

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