Iriny quer mais meninas em olimpíadas científicas

Parlamentar propõe que a Assembleia Legislativa crie prêmio para incentivar a participação de alunas de escolas públicas

Por Patrícia Bravin, com edição de Angèle Murad

Meninas segura medalha de prata nas mãos
Iriny justifica que meninas são apenas 10% dos estudantes premiados em competições nacionais / Foto: Arquivo Prefeitura de Russas/CE

Reconhecer a participação de estudantes de escolas de ensino básico em olimpíadas científicas é o objetivo do Projeto de Resolução (PR) 30/2021, de iniciativa da deputada Iriny Lopes (PT). Ela propõe a criação do Prêmio Meninas Olímpicas, a ser concedido pela Assembleia Legislativa (Ales) às estudantes capixabas de escolas públicas que participarem de olimpíadas científicas, especialmente as indígenas e afrodescentes. 

Pela proposta, o prêmio será concedido em três níveis, que vão do 6º ano do ensino fundamental até o ensino médio. A premiação consistirá na entrega de um diploma contendo o brasão da Assembleia Legislativa do Estado a duas meninas em cada nível, sendo pelo menos uma afrodescendente ou indígena.

Mais mulheres no mercado

De acordo com a autora da proposição, as olimpíadas científicas têm o objetivo de incentivar e encontrar talentos nas diversas áreas de conhecimento.

A premiação deve ser inspirada no Movimento Meninas Olímpicas,  fundado pelas irmãs Natália e Mariana Bigolin Groff, que, juntas, somam mais de 60 medalhas em olimpíadas de conhecimento nacionais e internacionais. A coordenação do movimento é da professora Nara Martini Bigolin da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

“O incentivo à participação de meninas em olimpíadas científicas permitirá elevar esse percentual e, como consequência, aumentar a participação das mulheres em pontos estratégicos da sociedade, criando, assim, um equilíbrio entre os gêneros no Brasil. Segundo o Movimento Meninas Olímpicas, apenas 10% de meninas são premiadas nas principais olimpíadas científicas do Brasil e menos de 5% nas olimpíadas internacionais. Este é também o percentual de mulheres eleitas, mulheres presidentes de grandes empresas e pesquisadoras em centros de pesquisa de excelência”, justifica Iriny.

Outro dado apontado pela parlamentar é da ONU, segundo o qual, dentre os 144 países avaliados quanto à igualdade de salários entre gêneros, o Brasil ocupa a 129ª posição, abaixo de países como Irã, Iêmen e Arábia Saudita, conhecidos pelos direitos restritos das mulheres. “Trazendo essa reflexão para o meio olímpico, é notável a predominância masculina entre participantes e premiados, especialmente nas ciências exatas”, pontua.

Tramitação

O PR 30/2021 foi lido na sessão ordinária do último dia 6 de dezembro e encaminhado para análise das comissões de Justiça, Desporto e Finanças. A autora apresentou requerimento para que a matéria tramite em urgência. 

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