Iriny defende fortalecimento do Cras

Deputada criticou repasse de verbas do governo federal para organizações que, na avaliação da parlamentar, não estão capacitadas para cuidar da saúde mental

Por Wanderley Araújo, com edição de Nicolle Expósito

Deputada Iriny Lopes discursa na tribuna do plenário
Iriny quer mais investimento na rede que atua na proteção social de segmentos em vulnerabilidade / Foto: Ellen Campanharo

A deputada Iriny Lopes (PT) defendeu a valorização do trabalho realizado pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras), serviço ligado ao governo federal. Em discurso na sessão ordinária desta segunda (25) ela criticou o processo de terceirização, em detrimento de investimentos na área de saúde mental.

“Nós temos o compromisso com a saúde mental, com as políticas públicas e a responsabilidade do Estado de tratar e ampliar os seus equipamentos, como os da rede Cras”, disse ao destacar que outubro (dia 10) é marcado como mês de luta mundial pela saúde mental.

Iriny relatou que no momento de seu discurso um grupo de militantes pela saúde mental estava em frente à Assembleia Legislativa fazendo um manifesto para que seja interrompido o processo de terceirização do Cras.

A deputada disse que a mobilização é contra o esvaziamento do serviço e consequente repasse de recursos públicos para organismos civis que não estão capacitados para atender pessoas com problemas de saúde mental.

Além de questões relacionadas a distúrbios mentais, o Cras se destina a famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade pessoal e social. A estrutura atende ainda pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes e pessoas inseridas no Cadastro Único, beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Educação

Questões relacionadas à política estadual de educação também foram objeto de discursos parlamentares. As manifestações foram provocadas a partir de fala do deputado Sergio Majeski (PSB) ao criticar as escolas de ensino integral anunciadas pelo governador Renato Casagrande (PSB).

Majeski disse que o governo deveria mudar o nome do projeto, pois, no entendimento do parlamentar, na prática não há ensino integral. “São escolas com turnos de sete horas de funcionamento. Se as aulas começam às 7 horas da manhã e terminam às 14 horas, isso não pode ser chamado de integral”, opinou.

O deputado acrescentou que, se levado em consideração o desconto do tempo para almoço e recreio dos alunos, o número de horas dedicadas ao ensino se torna menor ainda.

Fotos da sessão ordinária

O líder do governo na Casa, o também pessebista Dary Pagung, respondeu que o Plenário já discutiu muito em outras ocasiões sobre a necessidade das escolas em tempo integral e hoje isso se tornou realidade. “Estamos chegando a 132 escolas (em tempo integral) presentes em 75 dos 78 municípios capixabas. Isso é um avanço”, defendeu.

Em sintonia com Pagung, o correligionário Freitas disse que o ensino em tempo integral ofertado pelo governo está ajudando a reforçar o aprendizado dos alunos prejudicados pelo fechamento das escolas na pandemia.

“Nós perdemos muito durante esse período de pandemia. E o governador, por meio de um mutirão com profissionais da educação, colocou o ensino integral em praticamente todo o estado”, pontuou.

Polícia Civil

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), que tem atuação marcante na cobrança do aumento do efetivo das polícias no estado, disse que desta vez faria um elogio ao governo pela nomeação recente de 401 policiais civis selecionados mediante concurso público.

Ele relatou que teve encontro com o governador Casagrande no último dia 20 no qual enfatizou a importância de aproveitar mais servidores do concurso, pois dos 401 nomeados alguns ficarão pouco tempo na função pelo fato de terem passado em outras seleções com melhores salários.

“Ele (Casagrande) nos prometeu uma solução para o problema e já está nomeando  mais 117 policiais”, disse. Bahiense acrescentou que essas nomeações não recompõem a defasagem de policiais civis, mas tem a esperança de que gradativamente a situação seja resolvida. 

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