Cooperativismo na saúde é tema de reunião

Em cenário de acirramento do mercado, Unimed Vitória apresenta as estratégias para enfrentá-lo, bem como sua atuação na área social

Por Marcos Bonn, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 11 meses

Dois homens sentados atrás de mesa com máscara e um em pé usando microfone
O diretor Gustavo Peixoto falou também dos desafios impostos pela pandemia / Foto: Ana Salles

Em reunião realizada nesta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa (Ales), o diretor de Mercado da Unimed Vitória, Gustavo Peixoto, ressaltou a atuação da cooperativa médica e os retornos para a sociedade. A fala do diretor foi pautada pelo acirramento do mercado da saúde suplementar capixaba, explicado por aquisições e fusões feitas por investidores internacionais. 

Uma das medidas tomadas, explicou o diretor na reunião da Comissão de Cooperativismo, foi alterar o modelo negócio e transformar a entidade numa holding. Segundo disse, a primeira investida dela será na construção de uma unidade avançada no bairro São Geraldo, na Serra, com serviços de pronto-atendimento adulto e pediátrico, centro de diagnóstico, entre outros.  

De acordo com Gustavo Peixoto, a alteração no cenário mercadológico a partir da entrada de grandes empresas no segmento contribui para a massificação do atendimento médico e destoa dos princípios apregoados para o funcionamento de uma cooperativa, como o compromisso com a sociedade na qual a entidade está inserida. 

Álbum de fotos da reunião

Atividades sociais

Para exemplificar, afirmou que a Unimed devolve para o ecossistema da economia capixaba entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões por mês na forma de imposto. O representante do grupo falou de iniciativas colocadas em prática pela entidade, como a criação do Instituto Unimed, para atuar no terceiro setor, e que funciona com o redirecionamento do imposto de renda dos cooperados. 

Além disso, destacou o programa que realiza exames oftalmológicos em escolas públicas e entrega óculos para os alunos e outro que atua na reforma de casas de moradores no entorno do hospital da Unimed. Peixoto afirmou ainda que cestas básicas e kits de higiene entregues à comunidade são comprados de comerciantes locais. 

“Temos um compromisso muito grande com a sociedade na qual estamos inseridos. (...) somos donos da empresa, somos sócios da empresa, mas nós moramos aqui, então quando você tem um relacionamento com a Unimed Vitória você tem um relacionamento com o dono”, frisou. 

Pandemia 

O diretor abordou as dificuldades enfrentadas pela cooperativa durante a pandemia, quando foi necessário planejar as ações na aquisição de insumos e estabelecer protocolos de atendimento médico. Além disso, uma campanha foi criada para combater as fake news e ensinar a população a como identificar uma notícia falsa. 

Por outro lado, o cenário desafiador acabou acelerando a implementação da teleconsulta, considerada um sonho antigo da cooperativa. Atualmente, revelou, 734 cooperados (do total de 2.600) aderiram à nova metodologia, cuja adesão não é obrigatória, nem pelo paciente e nem para o médico. Para ele, a novidade gera economia para o cliente.

Cooperativa 

Presidente do colegiado, o deputado Pr. Marcos Mansur (PSDB) fez uma análise da importância das cooperativas para a economia ao redor no mundo. Segundo o parlamentar, a atuação delas representa 50% do PIB na Europa e nos EUA, mas no Brasil, apenas 5%. Para ele, se o baixo percentual representa atraso por um lado, por outro mostra oportunidade de crescimento. O parlamentar reconheceu a responsabilidade social da Unimed Vitória.

Líder de mercado há décadas, a cooperativa é a maior no segmento de saúde no Espírito Santo, atende metade dos 1,1 milhão de capixabas dentro da saúde suplementar e gera quase 3 mil empregos diretos, conforme detalhou Gustavo Peixoto. 

Participaram da reunião o diretor administrativo-financeiro na Unimed Vitória, Luiz Carlos Paier; a diretora de Recursos Próprios da cooperativa, Karla Toribio Pimenta; e o assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro.

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