Estragos das chuvas repercutem em plenário

Parlamentares falaram sobre falta de planejamento para combater o problema e reconheceram investimentos para a área

Por Marcos Bonn, com edição de Nicolle Expósito

Doutor Hércules fala na tribuna da sessão
Doutor Hércules comentou anúncio de investimentos em obras para conter alagamentos em Vila Velha / Foto: Ana Salles

Na sessão ordinária desta quarta-feira (13), deputados repercutiram os estragos causados pela chuva que caiu nos últimos dias na Grande Vitória. A falta de planejamento dos prefeitos para resolver esse problema que é recorrente ano após ano, além de investimentos anunciados para minimizar os impactos dos alagamentos, foram lembrados.

A situação de Vila Velha foi destacada pelo deputado Dr. Rafael Favatto (Patri). “Já tivemos inúmeros prefeitos que falam, falam, falam, e não encararam o planejamento”, frisou. Morador do município, disse que acompanhou de perto a situação das pessoas desalojadas. Segundo ele, existem famílias desassistidas que acabam ficando na residência condenada pela Defesa Civil por não terem para onde ir.

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Deputados reconheceram o esforço do governo do Estado, que anunciou R$ 1,3 bilhão para investimentos de infraestrutura na cidade canela verde. “São obras que o povo anseia há muito tempo”, avaliou Favatto. Conforme Doutor Hércules (MDB), os recursos serão usados na construção de mais nove bombas para retirar a água dos alagamentos (hoje existem três).

O emedebista também observou que o volume de chuva que caiu na Grande Vitória inviabilizou qualquer sistema de drenagem. “Não tem nenhum tipo de prevenção de alagamento que possa suportar isso”. Freitas (PSB) falou da organização fiscal do Estado que permite ter capacidade de investimentos. “Quem sabe é o sonho de até acabar com enchente em Vila Velha”, projetou Hudson Leal (Republicanos).

Vacina para jovens

A obrigatoriedade de vacinação contra a Covid-19 para crianças e jovens estudantes também foi repercutida por parlamentares. Capitão Assumção (Patri), Torino Marques (PSL) e Carlos Von (Avante) defenderam que a decisão deve ser tomada pela família, uma vez que trata-se de um imunizante “experimental”. O assunto foi debatido em audiência na Ales.

“Tenho recebido o apelo de muitos pais aqui no Espírito Santo, preocupados com essa situação dessa obrigatoriedade da vacina para realizar a matrícula escolar”, revelou Von. “Nós não somos contra vacinas, somos contra essa imposição ilegal e arbitrária”, reforçou Torino Marques.

O deputado ainda criticou o termo de consentimento para vacinação atribuído à Secretaria de Estado de Educação (Sedu), que isenta o Estado e laboratórios que produzem o imunizante de eventuais efeitos colaterais em adolescentes de 12 a 17 anos.

Já o deputado Gandini (Cidadania) destacou que países europeus como Dinamarca, França, Alemanha, Reino Unido, bem como os Estados Unidos, na América, iniciaram a vacinação dos jovens. “Não temos nenhuma dúvida da importância da vacina, mas o que se discute nesse momento é o direito de não se vacinar”, disse.

Janete de Sá (PMN) ponderou a importância do debate para que os jovens não corram risco decorrente da vacina, mas frisou que eles também estão suscetíveis à Covid-19. 

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