Outubro Rosa: cuidado e atenção o ano todo

Importância da assistência preventiva e avanços na área oncológica foram discutidos pela Comissão de Saúde

Por Gabriela Zorzal, com edição de Angèle Murad

Sete pessoas sentadas de máscara, sendo duas mulheres com camisa do Outubro Rosa
O trabalho da Afecc e a campanha "Juntos pela Mama" foram abordados na reunião / Foto: Ana Salles

Embora o câncer de mama ganhe foco no mês de outubro, por meio da tradicional campanha “Outubro Rosa”, o tema requer cuidado, atenção e informação o ano inteiro. O câncer de mama atinge uma em cada dez mulheres e as chances de cura são reais e maiores quanto mais rápido for o diagnóstico da doença. A Comissão de Saúde debateu o assunto na reunião desta terça-feira (5), destacando a importância da assistência preventiva e os avanços na área oncológica a partir de duas ações que são desenvolvidas no Estado, uma no Hospital Santa Rita e outra na Santa Casa de Vitória. 

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que a estimativa para 2021, no país, é de mais de 66 mil novos casos da doença. Vale lembrar que o câncer de mama não tem somente uma causa, embora a idade seja um fator de risco para a doença, já que quatro em cada cinco casos são em mulheres com mais de 50 anos. Obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas são apontados como fatores que aumentam o risco. Conhecer o próprio corpo é muito importante, pois alterações na mama precisam sempre ser investigadas.

Álbum de fotos da reunião 

“Cada vez mais avançamos nessa questão, com recursos mais avançados e com a possiblidade de diagnóstico precoce. É fundamental garantir acesso a exames preventivos, principalmente na rede pública de saúde”, destacou o presidente do colegiado, deputado Doutor Hércules (MDB). 

O deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) também destacou a importância da assistência preventiva. “Quando falamos de câncer, e não apenas do caso do câncer de mama, o diagnóstico precoce é o grande aliado. A informação, o autocuidado e o acesso a exames preventivos são essenciais”, disse o parlamentar. 

Afecc – Hospital Santa Rita

Com quase 70 anos de atuação no Estado, a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) trabalha em várias fases do processo, desde a educação e prevenção, passando pelo diagnóstico e tratamento, até a reintegração do paciente. A entidade é ligada ao Hospital Santa Rita, constituindo-se o principal complexo oncológico do Estado. A diretoria é composta por mulheres voluntárias e as atividades também são mantidas por uma equipe de mais de 200 voluntários. 

Vale destacar que, embora o hospital atenda pela rede pública, convênios e serviços particulares, a maior parte do trabalho é para o Sistema Único de Saúde (SUS). Para se ter uma ideia, do total de atendimentos de 2020, 80% corresponde à rede pública.

“Trabalhamos sempre pela humanização do atendimento e também com foco na informação, porque ela é a grande ferramenta para que as pessoas se cuidem”, disse a diretora de relações institucionais da Afecc, Lea Regina Penedo Gonçalves. 

Juntos pela Mama – Santa Casa de Vitória

Outra iniciativa é a campanha “Juntos pela Mama”, também de caráter voluntário e com foco no atendimento e tratamento de pacientes do SUS. A ação é desenvolvida no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Vitória. Em 2020, o trabalho avançou na assistência, zerando a fila de espera de cirurgias, reduzindo o número de mastectomias totais (retirada da mama) a partir do uso de novas tecnologias e ampliando também o acesso às “toucas geladas”, recurso que evita a queda total dos cabelos das pacientes.

De acordo com o oncologista clínico Vitor Fiorin de Vasconcellos, os desafios na área ainda são muitos. “É preciso garantir que as pacientes tenham acesso mais rápido ao tratamento, para que a resposta seja cada vez melhor”, salientou. 

Projetos aprovados

Na reunião, o colegiado aprovou dois Projetos de Lei (PLs) que constavam na pauta de votação. O PL 699/2019, de autora do ex-deputado Lorenzo Pazolini, proíbe industrializar, comercializar, oferecer ou manter em depósito, ainda que gratuitamente, materiais que contenham amianto ou asbesto, substância considerada cancerígena. 

O parecer também foi favorável ao PL 83/2019, do ex-deputado Euclério Sampaio, sobre a instalação de lixeiras de coleta seletiva para reciclagem em escolas públicas e privadas. As matérias foram relatadas pelo deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) e seguem para análise da Comissão de Finanças.

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