Deputados cobram medidas na segurança

Falta de efetivo e de estrutura na polícia foram apontados por Bahiense e Assumção como problemas na área

Por Marcos Bonn, com edição de Angèle Murad

Capitão Assumção, de farda, sentado, estica braço com mão apontada para frente
Para Assumção, policiais não são preparados para atender determinadas ocorrências / Foto: Ana Salles

Deputados usaram a sessão ordinária desta quarta-feira (29) para fazer cobranças à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Capitão Assumção (Patri) comentou um caso de agressão policial ocorrido em Guarapari, no final de semana, e atribuiu o fato ao despreparo e à falta de infraestrutura da Polícia Militar (PM). Dois policiais foram conter uma mulher em surto e um vídeo mostra que ela acabou sendo agredida com tapas durante a abordagem dos PMs. Um inquérito foi aberto para apurar os fatos, que ganharam repercussão na imprensa. 

O parlamentar ponderou que as reações do policial militar aconteceram “no auge da adrenalina”, como um ato de reflexo após ele ter sido mordido pela mulher enquanto tentava imobilizá-la com a ajuda do parceiro. Assumção afirmou que a corporação não é preparada para atender esse tipo de ocorrência, porque faltam equipamentos adequados, como arma de choque, bala de borracha e gás de pimenta.  Ainda de acordo com o capitão, o vídeo de 17 segundos não pode ser usado para explicar o encadeamento de todos os fatos. 

Efetivo policial

A Sesp também foi citada pelo deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), que pediu reforço no efetivo policial, sobretudo da Polícia Civil (PC). Conforme explicou, o número de policiais hoje está muito aquém do mínimo necessário, que é de 3.830 homens.  

Segundo explicou, muitas vítimas de crimes procuram delegacias para registrar ocorrências, mas acabam encontrando as unidades fechadas, o que dificulta o trabalho da polícia. Bahiense apresentou uma série de números relativos a crimes no Espírito Santo entre janeiro e agosto de 2021. 

Nesse período, segundo dados da Sesp, foram registados 12.140 roubos de aparelhos celulares, sendo a Serra, com 3.127 casos, o município “campeão” desse tipo de delito, seguida de Vila Velha (2.961), Cariacica (2.293) e Vitória (1.624). Houve ainda 738 crimes contra a vida e 71 homicídios de crianças e adolescentes, além de 20.194 ocorrências de estelionato. 

Gestão pública

Com a aproximação das eleições de 2022, o deputado Sergio Majeski (PSB) cobrou projetos futuros dos gestores públicos e criticou o cenário de radicalização dos debates entre esquerda e direita. Na opinião dele, essas discussões são superficiais e só servem para inflamar os ânimos dos brasileiros. 

Com o Brasil novamente “à beira de um apagão”, o socialista questionou propostas voltadas para a segurança energética em um país que detém recursos como petróleo e gás natural e é capaz de produzir energia renovável, como hidrelétrica, eólica e solar. Para ele, isso traduz a falta de governança do atual e dos últimos governos. 

O parlamentar usou o exemplo da Alemanha, onde a incidência de raios solares é bem menor que a observada no Brasil. Lá, 12% do consumo de energia é vinculado a essa matriz energética. Janete de Sá (PMN) frisou que na Europa usa-se mais a energia solar porque não há tantos recursos hídricos como no Brasil, onde há condições para a instalação de hidrelétricas. 

A parlamentar aproveitou para destacar que o volume dos rios está menor, conforme informações veiculadas pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh). A escassez hídrica, lembrou a deputada, pode acometer o consumo humano e a produção de alimentos, impactando nos preços. Ela fez um alerta sobre o uso racional da água. 

Fazenda Maruípe

O Engenheiro José Esmeraldo (sem partido) afirmou que a Prefeitura de Vitória vai promover, até o final do ano, a regularização fundiária da região que é conhecida como Fazenda Maruípe, contemplando 2 mil moradias localizadas nos bairros Joana D’Arc, Santa Martha, Mauípe, São Cristóvão e Tabuazeiro. 

O deputado lembrou que o projeto de lei da regularização fundiária foi aprovado na Assembleia Legislativa (Ales). A medida, aguardada há décadas, permitirá que os moradores obtenham as escrituras dos imóveis registradas em cartório.

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