Mansur relata situação de hospitais no sul

Deputado disse que unidades não estão realizando atendimentos cirúrgicos de traumas e ortopedia

Por Aldo Aldesco, com edição de Titina Cardoso

Deputado Mansur discursando da tribuna do plenário
Segundo Mansur, o tema é de extrema gravidade / Foto: Ellen Campanharo

Alertas, apelos e denúncias pautaram os pronunciamentos dos deputados nesta terça-feira (21), na sessão ordinária híbrida da Assembleia Legislativa (Ales). A situação dos hospitais no sul do estado e a iminência de um apagão no país foram alguns dos temas levantados pelos parlamentares em seus discursos. 

O deputado Pastor Marcos Mansur (PSDB) apelou para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para o secretário Nésio Fernandes e para o governador Renato Casagrande (PSB) para que resolvam a situação dos hospitais do sul do estado, que estão sem poder fazer atendimentos cirúrgicos de traumas e ortopedia. O deputado foi enfático sobre a situação que ele considera gravíssima.

Trata-se, segundo ele, de um assunto “da mais extrema gravidade, da mais extrema seriedade, de uma tragédia humana, de sofrimento humano. O sul do estado nesse momento está sem nenhuma estrutura de atendimento para pessoas que sofrem acidentes e fraturas”, avaliou. Para ele, o sistema de saúde nessa área está falido.

Mansur foi aparteado pelo deputado Doutor Hércules (MDB), presidente da Comissão de Saúde, que prometeu encaminhar o pronunciamento do colega ao secretário da pasta, pois considera essas informações uma denúncia muito grave. “Fratura exposta é caso de emergência”, disse.

O deputado Luciano Machado (PV) lembrou que o governo tem a dura missão de colocar as coisas no lugar, especialmente, na área da saúde, se referindo à fala de seu colega Mansur. “A demanda estava reprimidíssima quando o governo assumiu. Havia 19 mil cirurgias na fila de espera. E esses números estavam sendo diminuídos e, quando veio a pandemia, esse número cresceu demais. Tem muito fundamento a fala do deputado Mansur, mas o governo está se preocupando muito com isso”, garantiu.

Apagão

A possibilidade que vem sendo alardeada de um possível apagão no país (falta geral de energia elétrica) foi abordada pelo deputado Sergio Majeski (PSB). Ele considera que tanto a crise hídrica como a crise energética têm origem na falta de planejamento a médio e longo prazo.

Majeski afirma que o Brasil deveria ter diversificado a matriz energética, não dependendo apenas das hidrelétricas e termoelétricas. “O Brasil tem amplas chances disso (da diversificação da matriz energética). E não estou falando de energia nuclear e energia termelétrica. São duas fontes muito questionáveis. Temos a oportunidade única de ampliar imensamente a nossa produção de energia eólica e solar. Não podemos ficar reféns da chuva para produzir energia”, alertou.

Luciano Machado comentou sobre a falta de energia na região do Caparaó. “Todo dia dá queda de energia. Precisamos ter uma conversa com a EDP. Os investimentos feitos há duas décadas na região já não são o bastante”, avaliou.

Centro de Vitória

O presidente da Casa, deputado Erick Musso (Republicanos), comentou a situação do centro de Vitória. Ele disse que a região tem uma vocação e dependência da prestação de serviços públicos. Musso citou que há a sede do governo do Estado no local “mas os serviços públicos de essencialidade estão fora do centro de Vitória. Muitos deles com aluguéis caríssimos e, muitas vezes, no meu ponto de vista, acima do valor médio de mercado, o que faz com que se tenha um abandono da prestação de serviços no centro”, avaliou.

Ele propôs à Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e ao governo do Estado que façam uma avaliação melhor desses prédios. Para o presidente da Ales, é possível alocar no centro serviços públicos de qualidade. “A gente precisa da revitalização do serviço público, a gente precisa da energia, precisa colocar as pessoas transitando, prestando e buscando serviços”, sugeriu.
 

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