Agricultura: potencial de cadeias produtivas

Superintendente do Ministério de Agricultura, Aureliano Nogueira da Costa falou sobre os desafios para a criação de aves e a produção de café e pimenta-do-reino

Por Larissa Lacerda, com edição de Angèle Murad

Torino, Janete e Espindula sentados atrás de mesa, onde há papeis, microfone e notebooks
Tema foi abordado na reunião da Comissão de Agricultura / Foto: Ana Salles

As cadeias produtivas da avicultura, cafeicultura e pipericultura (cultivo de pimenta-do-reino) no Espírito Santo foram temas da reunião da Comissão de Agricultura desta terça-feira (21). O superintendente federal do Ministério da Agricultura (Mapa) no Espírito Santo, Aureliano Nogueira da Costa, falou sobre os desafios e oportunidades nas áreas.

Avicultura

No setor da avicultura, o superintendente informou que o estado produz 15 milhões de ovos por dia. Santa Maria de Jetibá se destaca na cadeia produtiva, sendo o maior município produtor de ovos no Brasil. A produção de frangos para corte também é forte no estado, representando um faturamento bruto de cerca de R$ 610 milhões no último ano.

“A avicultura é um setor muito importante que eleva a agropecuária capixaba com geração de emprego e renda. A atividade gera cerca de 25 mil empregos,e renda para mais de 100 mil famílias em todo o estado”, ressaltou Aureliano Costa. 

Um dos entraves da atividade, segundo ele, é a insuficiência da produção de grãos, principal insumo no estado. “A falta de transbordo e armazenagem para abastecimento de grãos também é outro desafio para os produtores e são necessárias políticas públicas voltadas para área”, pontuou.

Cafeicultura

Principal atividade agrícola do Espírito Santo, a cafeicultura capixaba abrange 433 mil hectares de área em produção, com 60 mil propriedades agrícolas e 400 mil empregos, de acordo com dados do Mapa.

A média de produção anual de café conilon é de 597 mil toneladas. Já o café arábica representa 171 mil toneladas produzidas anualmente. E juntos representam 22% da produção brasileira de café. 

O valor bruto da produção é de R$ 2,3 bilhões de café conilon e R$ 870 milhões de café arábica. Ao todo, o cultivo de café conilon é responsável por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola.

Entre as fraquezas do setor, apontadas pelo gestor, está a dificuldade de rastreabilidade da produção, a baixa capacidade de armazenamento de água e o manejo de irrigação ineficiente. 

“O café é uma cultura referência no Espírito Santo, gera emprego e renda e merece toda atenção às boas práticas. Precisamos ampliar a certificação dos produtores. E a sustentabilidade na produção do café, com a utilização de fontes renováveis de energia e ampliação de mecanização na produção”, destacou.

Pipericultura 

O Espírito Santo é o maior produtor nacional de pimenta-do-reino. De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE, a produção de pimenta-do-reino no estado em 2019 alcançou 62.633 toneladas. A cadeia produtiva envolve principalmente agricultores familiares e gera atualmente no Estado 11.500 empregos.

Os municípios de São Mateus, Jaguaré e Vila Valério, no norte do estado, estão entre os maiores produtores da especiaria.

Para alavancar ainda mais o setor são necessários investimentos em pesquisa para aumentar a variabilidade genética e tornar a pimenta-do-reino mais resistente a pragas. “O Espírito Santo é referência na produção e exportação de pimenta. Temos a maior produtividade do país, de 3,97 toneladas por hectare. É uma produtividade boa, mas ainda temos capacidade de melhorar”, avaliou Costa. 

Segurança

Um desafio que as três cadeias produtivas abordadas durante a reunião têm em comum é a insegurança e os casos de roubos no campo, em especial durante o processo de escoamento e comercialização dos produtos. 

“O grande desafio é garantir a segurança dos produtores. Todo investimento não pode ser perdido em roubos de cargas. Esses crimes fazem a comercialização perdida e continuidade produtiva ameaçada”, alertou o superintendente do Mapa. 

O deputado Torino Marques (PSL), proponente da reunião, reforçou a necessidade de investir na segurança nas áreas rurais. “Eu apresentei uma indicação ao governo cobrando policiamento rural mais ostensivo para que nossos produtores tenham segurança. Eles que nos sustentam com produtos de qualidade não podem perder seus investimentos, sua produção ao serem roubados na hora de transportar ou mesmo na própria propriedade. É preciso ampliar a patrulha rural”, concluiu Torino. 

Álbum de fotos da reunião da Comissão de Agricultura

Análise de projeto

Ainda durante a reunião, os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei (PL) 202/2018, da presidente da comissão, deputada Janete de Sá (PMN). A proposta estabelece a Política Estadual de Apoio à Agricultura Urbana. A matéria considera como agricultura urbana as atividades de lavoura, de cultivo de flores, plantas medicinais e frutíferas, de extrativismo vegetal, produção de mudas, gestão de resíduos e produção de alimentos orgânicos destinados ao consumo humano desenvolvidas em áreas urbanas de acordo com o Plano Diretor do município.

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