Majeski cobra mais inclusão nas escolas

Na Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, deputado apontou necessidade de avanços em políticas de inclusão educacional

Por Wanderley Araújo, com edição de Nicolle Expósito

Sergio Majeski fala na tribuna do plenário Dirceu Cardoso durante sessão
Majeski citou dados que revelam falta de estrutura em escolas para inclusão de PcD / Foto: Ellen Campanharo

O deputado Sergio Majeski (PSB), ao lembrar a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que vai até 28 de agosto, cobrou do governo do Estado, especialmente da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), medidas mais eficazes de inclusão desse segmento no contexto social capixaba.

O presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Inclusão, à Acessibilidade e Cidadania das Pessoas com Deficiência lamentou que 62% das escolas da rede estadual não tenham corrimão para ajudar alunos com dificuldade de locomoção. Sem especificar a origem dos dados, o deputado citou também que 89% das escolas não dispõem de elevador; 86% não têm piso tátil, 47% não oferecem rampas para pessoas com deficiência e 98% não estão equipadas com sinal sonoro para alunos com deficiência visual.

Sergio Majeski afirmou ainda que 84% das escolas estaduais não são acessíveis e as salas de recursos, quando oferecidas a alunos com alguma deficiência, funcionam em espaço pequeno, não superior a três metros quadrados, sem equipamentos suficientes para atendimento especializado.

O parlamentar anunciou que fez uma representação judicial contra o governo capixaba por descumprimento de tratados internacionais e da legislação brasileira na medida em que deixa de oferecer condições para maior inclusão dos estudantes com deficiência no ambiente escolar.

Ele criticou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que chegou a defender que crianças com deficiência estudem em salas separadas das frequentadas pelos outros estudantes; isso porque, na opinião de Ribeiro, esse público diminuiria o ritmo de aprendizagem dos outros colegas. Sergio Majeski considerou lamentável a fala de Ribeiro e disse que a função do ministro da Educação é promover a inclusão e não a exclusão de pessoas com deficiência das salas de aula. O assunto também foi pauta na última reunião do colegiado de Educação, na segunda-feira (23).

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Vacina

Luiz Durão (PDT) fez um apelo às pessoas que estão deixando de tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 para que procurem um dos postos de imunização e regularizem a situação. Ele advertiu que a comunidade científica já deixou claro que a primeira dose dos imunizantes que exigem mais de uma aplicação são apenas uma proteção inicial. “É a segunda dose que garante uma proteção mais segura”, alertou.

O deputado lembrou que a situação se torna mais preocupante ainda diante do avanço da variante Delta no Rio de Janeiro, por ser estado vizinho do Espírito Santo. “A Delta é mais contaminante e já temos alguns registros aqui mesmo no Espírito Santo. Sem a segunda dose de vacina o risco de contrair essa variante se agrava muito”, avaliou.

Doutor Hércules (MDB), que preside a Comissão de Saúde, afirmou ter sugerido ao secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, a deflagração de uma campanha publicitária direcionada às pessoas que resistem a tomar a segunda dose da vacina contra a Covid. “Temos que fazer um esforço concentrado nesse sentido; pode estar vindo uma terceira onda (da epidemia), e isso é muito preocupante”, disse o deputado, lamentando que mais de 12 mil pessoas já morreram por causa da doença no estado e quase 600 mil no país.

Segurança pública

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) cobrou das concessionárias de rodovias que cortam o estado o fornecimento de TAGs para o trânsito das viaturas policiais nas praças de pedágio. Ele citou que apesar de estar em vigor, desde janeiro de 2021, a Lei Estadual 11.238, de sua autoria, ainda não foi aplicada na prática. O texto obriga as concessionárias a fornecer o dispositivo para circulação dos veículos das polícias, ambulâncias, Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).

Danilo cobrou que os comandantes gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além do chefe da Polícia Civil, mandem ofícios às concessionárias exigindo o fornecimento das TAGs. “A lei garante preferência no trânsito para as viaturas policiais e ambulâncias e o não fornecimento das TAGs atrasa muito as operações, pois se perde muito tempo nas praças de pedágio”, reclamou Bahiense.

Torino Marques (PSL) cobrou do governo mais investimentos no reforço dos efetivos das polícias Militar e Civil para coibir a criminalidade que, segundo ele, vem crescendo muito não apenas na Grande Vitória, mas também no interior do estado.

O deputado citou que no distrito de Braço do Rio, município de Conceição da Barra, houve uma chacina no dia 13 de agosto, em que foram mortos três homens e uma dona de casa. Acrescentou que, além da chacina, houve semana em que Braço do Rio, até então um distrito tranquilo, registrou cinco homicídios seguidos, um em cada dia. 

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