Deputado destaca legado de Margarida Maria Alves

Presidente da Comissão de Cidadania, deputado Luciano Machado lembrou trajetória da líder camponesa paraibana em reunião do colegiado

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito | Atualizado há 3 meses

Margarida Maria Alves
Margarida Maria Alves foi morta em 12 de agosto de 1983 / Foto: Senado Federal

O deputado Luciano Machado (PV), presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Ales), lembrou os 38 anos do assassinato da líder camponesa paraibana Margarida Maria Alves, e a Marcha das Margaridas, instituída em sua memória. A manifestação foi durante a reunião ordinária virtual do colegiado, nesta terça-feira (17).

Confira o álbum da reunião 

Bastante emocionado, o deputado leu manifesto em memória de Margarida Maria Alves, assassinada a mando de latifundiários, em 12 de agosto de 1983, aos 50 anos, em Alagoa Grande (PB), em frente de sua casa na presença de seu marido e filho. Apenas um dos quatro latifundiários acusados pela morte de Margarida foi a julgamento, sendo considerado inocente. Seu assassinato foi denunciado nos tribunais internacionais, lembrou.

Luciano se referiu ao legado deixado pela líder camponesa, sindicalista e defensora dos direitos dos trabalhadores rurais, especialmente na zona canavieira. Lembrou que Margarida promoveu a defesa dos direitos das mulheres e criou um centro de educação e cultura na região de Alagoa Grande, sua cidade natal.

O deputado fez referência a uma frase cunhada pela líder sindical (“É melhor morrer na luta do que de fome”), informando também que a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) instituiu a Marcha das Margaridas, realizada anualmente no dia 12 de agosto, e apoiada pelas entidades ligadas aos movimentos camponeses e urbanos.

O presidente do colegiado lembrou o momento que passa o Afeganistão e considerou que é preciso fazer algo aqui no Brasil por aquele país. “Precisamos tomar uma atitude séria, não dá para ver nossos irmãos sofrendo da forma como estão sofrendo”, disse em referência à recente tomada do poder pelo grupo extremista Talibã.

Iriny Lopes (PT) fez coro à intervenção do colega, lembrando que Margarida Maria Alves foi uma defensora dos direitos humanos e nunca construiu nada para si. “Tudo que fez foi em benefício dos trabalhadores rurais”, afirmou.

Também reforçou a fala sobre o Afeganistão. “Não tem como aceitar o que acontece no Afeganistão, que não é diferente do que acontece em nossa periferia”, comparou a deputada.

Por outro lado, Iriny reforçou o papel da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos e acrescentou que defendê-los não é defender bandido, como dizem aqueles que são contra esse tipo de atividade. Defender os direitos humanos, enfatizou, é ter empatia, cuidado, denunciar violações, em conformidade com a lei.

Ordem do dia

A comissão aprovou a realização da sessão solene em homenagem ao trabalho desenvolvido por negras e negros no enfrentamento da pandemia no Espírito Santo. A sessão solene, requerida pela deputada Iriny Lopes, será no dia 18 de novembro de 2021, às 19 horas, no Plenário Dirceu Cardoso da Ales. Na ocasião, será entregue a comenda Zacimba Gaba para pessoas que se destacaram no combate à Covid-19.

Havia 12 projetos parlamentares para serem examinados pelo colegiado. Seis deles, com relatoria do deputado Alexandre Xambinho (PL), que não pode estar presente na reunião. Os outros seis, com relatoria do deputado Bruno Lamas (PSB), que, por estar em trânsito, não teve condições de relatá-los. 
 

Comissões: Cidadania
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