Homem alega que matou cão para se defender

Em depoimento à CPI dos Maus-Tratos contra os Animais, Gilvanei da Silva Santos disse ter golpeado cachorro Spike para se defender

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito | Atualizado há 4 meses

Pessoas reunidas no Plenário Dirceu Cardoso
Homem acusado de matar animal prestou depoimento à CPI dos Maus-Tratos contra os Animais / Foto: Ellen Campanharo

Gilvanei da Silva Santos, acusado de ter matado o cachorro Spike no dia 1º de julho, na Serra, negou que tenha atacado o animal gratuitamente. O homem alegou ter golpeado o cão com as facas que tinha em mãos para se defender. Na condição de convocado, Santos prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos contra os Animais da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (13).

O acusado afirmou que foi desafiado a se defender com uma faca pelo tutor do cachorro, o auxiliar de serviços gerais José Raimundo Pereira de Jesus, que teria soltado o animal. Ainda disse que o cachorro pulou em cima dele e, por isso, teria esfaqueado Spike. “Fui na sorte. Ele pulou em cima de mim. Ele iria rasgar a minha cara”, disse, ao descrever em detalhes como acertou as facadas no animal.

Ainda disse ter se arrependido e chorado após o fato. “Eu não fugi do local. Quando em casa fui chamado para voltar para ajudar a enterrar o cachorro e lá tinha um monte de gente querendo me pegar”, declarou.

José Raimundo Pereira de Jesus disse que Gilvanei cometeu o crime porque não gostava do animal. Algumas semanas antes, o acusado teria dito que mataria o cachorro se fosse atacado.

O tutor do animal também declarou que Gilvanei Silva é uma pessoa violenta e usuária de drogas. Relatou ter conhecido o agressor há cerca de três meses e que não queria que ele frequentasse a sua casa. Gilvanei chegou a ser preso, mas foi solto depois de pagar fiança.

Janete de Sá (PMN), presidente do colegiado, anunciou que vai pedir à Justiça que determine que Gilvanei cumpra medidas que o proíbam de sair da Grande Vitória e de sua residência entre 20 horas e 6 horas, até o seu julgamento. O descumprimento pode levar a CPI a pedir a prisão preventiva do acusado.

A deputada também expressou sua indignação pelo fato de o agressor do animal ter sido solto. Ela criticou o Ministério Público (MPES) pelo fato, inclusive, por ter permitido a soltura de agressores em outro caso de violência contra animais. “É inadmissível que o Ministério Público aja dessa maneira”, disse. Ainda considerou uma afronta não ter sido feito o pedido de prisão de Bianca Guimarães, investigada pela autoria de outro emblemático caso de agressão aos animais.

A CPI solicitou à Justiça proteção policial para José Raimundo para garantir a segurança do tutor neste momento, considerado pela deputada de muita preocupação, para evitar qualquer violência contra ele e sua família.

Testemunhas

O cabo da Polícia Militar (PMES) Roges Miranda Pinto afirmou que a equipe foi acionada para a ocorrência e inicialmente pensou que o crime teria sido cometido contra uma pessoa, mas no local constatou que se tratava de um animal. Disse que Gilvanei foi para casa e correu risco de linchamento por conta da morte do animal. O cabo Miranda afirmou que Gilvanei foi preso em casa e estava alcoolizado.

Ao promotor de Justiça Luiz Renato Azevedo da Silveira, cabo Miranda informou que o animal levou duas facadas na cozinha da moradia de José Raimundo de Jesus.

O cabo PM Marcos Vinicius da Silva Prando descreveu a cena do crime e relatou a presença de muito sangue pela casa. Segundo o militar, Gilvanei estava alterado, pois havia bebido desde a manhã, mas aparentou bastante frieza ao alegar ter se defendido do animal.

Presentes

Também participaram da reunião o vice-presidente da comissão, deputado Vandinho Leite (PSDB); a presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Virginia Teixeira do Carmo Emerich; a presidente Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes), Regina Mazzuco; o delegado de Polícia Eduardo Passamani; Alexandre (filho de José Raimundo Pereira de Jesus) e Valdemir (irmão de José Raimundo Pereira de Jesus). 

First slide
First slide
First slide
First slide
First slide
First slide
First slide
First slide
Aprovado fim de taxa de cartório para conselho escolar
Se virar lei, iniciativa aprovada pela Assembleia deve apoiar órgãos que representam comunidade escolar
PL que doa imóvel a VV tramita em urgência
No local já existem duas escolas, uma quadra e um Centro de Referência de Assistência Social
Finanças aprova calamidade para seis municípios
Requerimentos aprovados atendem as prefeituras de Marataízes, Vila Velha, São Mateus, Mucurici, Santa Leopoldina e Cariacica
Novo Carmélia promete reforçar área cultural
Revitalização do teatro é um dos destaques do projeto de reforma, apresentado à Comissão de Cultura da Assembleia
Aprovado fim de taxa de cartório para conselho escolar
Se virar lei, iniciativa aprovada pela Assembleia deve apoiar órgãos que representam comunidade escolar
PL que doa imóvel a VV tramita em urgência
No local já existem duas escolas, uma quadra e um Centro de Referência de Assistência Social
Finanças aprova calamidade para seis municípios
Requerimentos aprovados atendem as prefeituras de Marataízes, Vila Velha, São Mateus, Mucurici, Santa Leopoldina e Cariacica