Casagrande destaca ações na pandemia e projetos do governo

Chefe do Executivo falou por quase uma hora e convocou a sociedade e os poderes para um “mutirão” em prol da educação e da assistência social

Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito | Atualizado há 5 meses

Pessoas reunidas no Plenário Dirceu Cardoso
Governador Renato Casagrande em prestação de contas no Legislativo / Foto: Ellen Campanharo

O governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), compareceu à Assembleia Legislativa (Ales) junto com parte de seu secretariado na tarde desta terça-feira (6) para fazer uma explanação das medidas tomadas pela sua gestão até o momento e falar um pouco sobre o futuro do Espírito Santo. A sessão especial híbrida contou com a fala inicial do chefe do Executivo e em seguida com a fase de questionamentos por parte dos deputados.

Dentre os assuntos abordados estiveram política nacional, crise fiscal, os efeitos das chuvas de 2020, gestão da pandemia do novo coronavírus, a união entre as instituições e investimentos públicos para o Estado voltar à normalidade na circulação das pessoas e a retomada das atividades econômicas.

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Pandemia

A pandemia do novo coronavírus ocupou grande parte da fala de Casagrande. Ele lamentou as mortes ocorridas até o momento, apresentou as ações governamentais na área da saúde, criticou a divulgação de informações falsas, agradeceu o apoio das instituições durante o período e pediu para que, mesmo com o avanço da vacinação, as pessoas mantenham os cuidados sanitários.

Segundo o governador, foi feita uma organização das contas públicas e a preparação da estrutura estadual para enfrentar os desafios da pandemia. Entre as medidas citadas estão a montagem do centro de comando de controle; a opção pela abertura de leitos hospitalares em hospitais próprios, filantrópicos e privados em vez da contratação de hospitais de campanha; e a adoção do mapa de risco da Covid-19 para controlar a liberação ou não das atividades econômicas.

Outro ponto abordado foi em relação à transparência das medidas e nas compras realizadas pelo Executivo. Casagrande informou que o Estado foi considerado o mais transparente no Ranking Covid-19, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e que avaliou a ação dos Estados em meio à pandemia.

“Fizemos um enfrentamento à pandemia com o Estado preparado. Convivemos com fake news, mentiras, intolerância, impaciência, agressividade na vida pública, mas em época de rede social e disputa política muito intensa, a produção de fake news é infinita. Tivemos que gerenciar a pandemia e enfrentar as mentiras de alguns. Fizemos isso indo à Justiça, desmentindo nos meios oficiais de comunicação e contando com gente muito responsável que enfrentou os irresponsáveis que queriam criar instabilidade no Espírito Santo”, frisou.

Dados trazidos pelo governador apontaram que o Espírito Santo abriu 1.803 leitos de UTI; testou 40% da população, enquanto a média das demais unidades da Federação gira em torno de 30%; e que a taxa atual de ocupação de hospitais é de aproximadamente 50%. “Apesar dos esforços, perdemos vidas. No auge tínhamos 75 mortes por dia, caiu para 14 hoje, mas ainda é uma tristeza que dói no coração da gente. Nenhuma outra doença tirou tanta vida quanto neste momento. Nada pode consolar uma família que perdeu um ente querido”, salientou.

Ele agradeceu o esforço dos profissionais da saúde e dos gestores na área da saúde dentro de todo o período da pandemia e comemorou o atual cenário do mapa de risco do governo, que neste momento não apresenta nenhum município em risco alto. “É uma vitória da população capixaba, assim vamos flexibilizando as atividades econômicas e sociais. Vamos dar ao Estado capacidade de se recuperar antes de outros estados”, prometeu.

Também se mostrou feliz com o apoio recebido dos demais poderes públicos e pelos projetos aprovados na Assembleia desde o início do governo, que permitiram uma boa gestão durante a pandemia e a preparação para os investimentos a serem realizados no futuro. Foram lembradas as proposições que deram origem aos Fundos de Aval e Soberano, entre outras.

Resgate

No início do discurso Casagrande relembrou o começo do governo, em 2019, permeado de dúvidas em relação à política nacional e com um quadro fiscal considerado delicado. “Quando a gente assumiu tínhamos um ambiente político instável, muito tenso, e também do ponto de vista econômico. Desde 2014 vínhamos com a economia frágil”, disse.

Ele ainda recordou as fortes chuvas que se abateram sobre o Estado, principalmente na Região Sul, entre o final de 2019 e o início de 2020. O governador falou que foi preciso um plano de reconstrução para os municípios atingidos e a solidariedade do povo capixaba para apoiar os afetados. Além disso, o governador elogiou a postura dos deputados, que ajudaram a aprovar projetos importantes para o momento, como o Cartão Reconstrução.

Alguns avanços conquistados pela gestão até o momento foram elencados por Casagrande, como o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), junto com Goiás, para o ensino médio em 2019 e a menor taxa de homicídios da série histórica no mesmo ano. Foram citados, ainda, a redução nas taxas de mortalidade infantil, o aumento da longevidade entre os capixabas e o aumento da competitividade econômica do Estado.

Investimentos

O futuro também fez parte da fala de Casagrande. Ele citou como exemplos os planos de Convivência Consciente e de Investimentos Públicos (PIP). O primeiro é uma espécie de pacto entre o poder público e o setor produtivo pela retomada do desenvolvimento econômico; já o outro prevê um investimento de até R$ 9 bilhões com recursos próprios em obras e ações em diversas áreas prioritárias.

“Quero discutir as bases do presente que vão garantir o futuro do Estado. A gente busca ser justo, inovador, sustentável, competitivo, regionalmente equilibrado, fraterno e responsável na área fiscal. Essa realidade que garante um futuro que a gente começou a construir com intensidade”, ressaltou.

Sobre o PIP, o chefe do Executivo afirmou que os recursos já foram captados e vão ser direcionados para as áreas prioritárias em parceria com os municípios. De acordo com Casagrande, vão ser R$ 2,2 bilhões para saneamento básico; R$ 1,1 bilhão para a educação; R$ 1 bilhão para estradas, mais de R$ 500 milhões para a saúde, outros R$ 500 milhões para a segurança; e ainda investimentos para assistência social, turismo, cultura, direitos humanos e justiça.

Casagrande reforçou a necessidade de os capixabas manterem os cuidados com a pandemia mesmo com o aumento da vacinação e conclamou os poderes e a sociedade para um grande “mutirão” na educação e na assistência social. “Vamos fazer um grande mutirão para recuperar o tempo. É um ano e meio sem aulas normais. Perdemos jovens para a criminalidade e outras atividades lícitas, pois não estavam estudando e não têm costume da atividade remota. (...) Vamos enfrentar a pobreza extrema, que cresceu. Temos que ter ações públicas e participação da sociedade para diminuir o sofrimento de quem não tem perspectiva. É muito ruim uma família sem perspectiva”, concluiu.

Sabatina

Após a fala do governador, começou a fase conhecida como sabatina, quando os parlamentares podem fazer perguntas ao chefe do Executivo estadual. O modelo adotado foi por ordem alfabética, com cada um dos deputados podendo formular até três perguntas em três minutos. Casagrande teve um prazo de cinco minutos para poder responder, os deputados tiveram mais três para réplica e o governador outros três para tréplica.

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