Deputado avalia impactos do trabalho remoto

Gandini acredita que teletrabalho veio para ficar

Por João Caetano Vargas, com edição de Nicolle Expósito

Deputado Gandini aparece em telão
Deputado Gandini falou sobre trabalho a distância imposto a muitos segmentos pela pandemia / Foto: Ellen Campanharo

Economia de dinheiro público, maior produtividade e uma solução para o problema da mobilidade urbana. Foram esses os principais argumentos apresentados pelo deputado Gandini (Cidadania) em defesa da manutenção do teletrabalho, mesmo após o fim da pandemia. O parlamentar defendeu a modalidade de serviço em sua fala durante a sessão ordinária híbrida desta segunda-feira (5).

“Eu tenho visto uma redução expressiva do consumo de combustível por parte dos deputados, isso é natural. Isso também está possibilitando que a gente ajude com a mobilidade. A produtividade, por incrível que pareça, na Comissão de Justiça melhorou muito, porque a gente ficava aguardando um deputado chegar. O deslocamento nas cidades, tão complexo, e todos os deputados com muita dificuldade de se deslocarem para suas agendas. E hoje isso é feito de forma virtual, onde o deputado estiver”, justificou.

Gandini entende que a pandemia possibilitou ao mundo enxergar uma nova realidade de trabalho. “Eu queria fazer uma proposta aos deputados e deixar essa reflexão. Nós temos que incorporar o virtual, muito além da discussão da Covid-19, que é uma discussão extremamente justa e foi o que possibilitou a gente conhecer esse novo mundo e conhecer essa nova forma de fazer as reuniões, de fazer o dia a dia das nossas cidades e eu creio que isso veio pra ficar, muito além da discussão da pandemia”, afirmou.

Confira as fotos da sessão

O parlamentar propõe que a Assembleia Legislativa (Ales) inove e saia na frente, servindo como exemplo, na implantação definitiva da modalidade. “Essa é uma reflexão que eu queria deixar, é uma discussão de diminuição de custos, é uma discussão em relação à melhoria da produtividade e tenho certeza que isso veio pra ficar. A nossa Assembleia pode dar exemplo, de institucionalizar isso, de forma efetiva, antes mesmo que se discuta ir, voltar, fim de pandemia, início de pandemia. Que a gente possa dar esse exemplo, diminuindo custos, colocando a virtualização na nossa pauta” sugeriu.

O deputado acredita que na Câmara Federal, por conta dos custos com os deslocamentos serem ainda maiores, o modelo virtual permanecerá após a pandemia. “São custos aeroportuários, um custo complexo e eu tenho certeza que isso vai ficar em Brasília, mas que fique aqui também no estado do Espírito Santo, que apesar de não ser grande, nós temos os deputados desempenhando suas atividades em diversas reuniões no Estado, e nós paramos para fazer essas reuniões on-line de forma efetiva”, comentou.

Gandini finalizou sua fala convidando os parlamentares para uma reflexão sobre a pauta. “A Comissão de Justiça é exemplo disso, a efetividade dela melhorou muito depois das reuniões on-line. É uma reflexão que eu queria deixar para todos os deputados e dizer que eu acredito que se nós tivermos consciência em relação ao dinheiro público, aos custos, nós vamos efetivar isso, independente da pandemia”, concluiu.

Exportação de especiarias

Já o deputado Freitas (PSB) comemorou o fato de o estado ter se tornado, nos últimos anos, o maior exportador de especiarias do país. “O Espírito Santo é responsável por 57% de tudo que se exportou de especiarias no Brasil, de janeiro a maio de 2021. Nesses cinco meses o Espírito Santo exportou nada mais, nada menos, que U$ 72 milhões em especiarias”, informou o parlamentar.

Freitas ressaltou a importância do setor para a geração de emprego e renda e no impulsionamento da economia capixaba. “É uma grande façanha, é uma forte geração de emprego e renda lá na zona rural, mas que fomenta uma cadeia de geração de empregos e renda no Estado do Espírito Santo, como um todo. Para se ter uma ideia, de 2010 a 2016, a média anual exportada pelo Brasil era de 45 mil toneladas. Quando o Espírito Santo entra muito forte na exportação de pimenta do reino, de pimenta rosa, aroeira, de noz, macadâmia, de gengibre, a gente sai de 45 mil toneladas, em 2016, para 128 mil toneladas, já em 2017”, comemorou. 

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