Cooperativas geram mais de 9 mil empregos no ES

Em reunião virtual, Comissão do Cooperativismo debateu a força do segmento, que representa 5,3% do PIB capixaba

Por Gabriela Zorzal, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 1 ano

Tela de computador exibe imagens de participantes de reunião virtual
Segundo o assessor da OCB-ES Victor Lima, 15 cooperativas estão entre as 200 maiores empresas no ES / Foto: Ana Salles

A Comissão de Cooperativismo e a equipe capixaba da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/ES) fizeram um balanço sobre a atuação das cooperativas no Espírito Santo. Atualmente, o sistema gera mais de 9 mil empregos diretos no Estado e representa mais de 5% do PIB local. A reunião virtual foi presidida pelo deputado Pr. Marcos Mansur (PSDB).

O assessor contábil e tributário do Sistema OCB/ES, Victor Henrique Ribeiro Lima, apresentou números do “Anuário do Cooperativismo Capixaba”, que tem como base o ano de 2020. Segundo o relatório, o sistema OCB/ES conta com 134 cooperativas registradas, o que totaliza 435 mil cooperados e pelo menos 9 mil empregos diretos. Em dinheiro, o patrimônio líquido das cooperativas capixabas é de R$ 4 bilhões. 

As cooperativas também estão entre as maiores empresas do Estado. “Elas representam 5,3% do PIB do Espírito Santo e contribuem, com impostos e taxas, com um total de R$ 656 milhões. Entre as 200 maiores empresas capixabas, 15 são cooperativas. Nossos ramos de maior destaque são saúde, agropecuária e crédito”, explicou Victor Lima.  

Atuação no país

No país, são 6,8 mil cooperativas, 14,6 milhões de cooperados e mais de 425 mil pessoas empregadas no sistema. Um dos destaques é a saúde, já que o Brasil possui o maior sistema de cooperativas na área. No mundo, o cooperativismo está presente em 156 países. 

O ramo com maior número de cooperativas é o agropecuário, com 1,2 milhão de cooperativas no mundo. “Isso significa que o sistema é responsável por colocar alimento na casa das pessoas. São números expressivos que demonstram a força do sistema em escala mundial. Quando olhamos para o Brasil, os dados também mostram a força do nosso sistema e o quanto ele pode crescer”, acrescentou o especialista. 

Desafios

O presidente do colegiado destacou os desafios que o sistema enfrenta, entre eles, a participação em processos de licitação, já que falta segurança jurídica com legislações específicas para tratar do tema:

“Os números mostram a força que o cooperativismo tem e sua importância na geração de renda e trabalho para o Estado. E temos grandes desafios. Existe, por exemplo, uma dificuldade para que as cooperativas participem de certames de licitação. Nós não queremos privilégio, é importante dizer isso. As cooperativas querem oportunidade. O cooperativismo trabalha com qualidade, transparência, seriedade. Talvez a dificuldade seja justamente por isso”, criticou Mansur. O deputado Doutor Hudson Leal (Republicanos) também participou do encontro. 
 

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