Animais: Janete comenta condenação de agressor

Presidente da CPI dos Maus-Tratos contra os Animais da Ales espera que a condenação do homem que arrastou cachorro até a morte em Jaguaré sirva de exemplo

Por com informações da assessoria de imprensa da deputada Janete de Sá e edição de Nicolle Expósito

Deputada Janete de Sá discursa na tribuna do plenário
Janete: São muitas atrocidades cometidas contra os animais que não têm chance de se defender / Foto: Ellen Campanharo

A presidente da CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa (Ales) comentou a sentença da Justiça do Espírito Santo, que condenou Manoel Batista dos Santos Júnior a três anos, três meses e 21 dias de prisão por amarrar e arrastar um cachorro até a morte em Jaguaré, Norte do Espírito Santo. O crime ocorreu em outubro do ano passado e ganhou grande repercussão.

“Foi um crime com requintes de crueldade, que submeteu o animal a sofrimento extremo. O caso chocou a população capixaba e teve repercussão em todo o país. A prisão do agressor foi a primeira realizada no ES por crime de maus-tratos contra os animais depois que entrou em vigor a nova lei que prevê prisão de 2 a 5 anos para quem comete esse crime. O magistrado concluiu que Manoel era culpado do crime e ainda agiu de forma calculada e fria”, declarou a parlamentar.

Na época do crime, a CPI acionou os órgãos responsáveis para que entrassem com medida cautelar a fim de reter o passaporte de Manoel Batista dos Santos Júnior. O agressor foi preso depois de ser flagrado por câmeras arrastando um cachorro, preso por uma corda amarrada no pára-choque do veículo que dirigia. O animal não resistiu à violência e morreu.

“Apesar de a decisão do juiz Fernando Antônio Lira Rangel ter sido proferida em primeira instância, e ainda caber recurso, é importante que as pessoas saibam que trabalhamos diariamente para que os agressores não fiquem impunes. São muitas atrocidades cometidas contra os animais que não têm chance de se defender. Ainda existem outros casos bárbaros denunciados pela CPI à Justiça, como o caso do apartamento da morte em Vila Velha, onde 11 animais foram encontrados mortos, e  que ainda não existe condenação dos denunciados. Esperamos que com essa decisão a sociedade possa ver também outros agressores pagando pelos crimes que cometeram”, afirmou a deputada Janete.

Depois do crime, Manoel chegou a ficar mais de dois meses em prisão preventiva, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus. Ele cumpriu a pena entre 13 de outubro e 22 de dezembro de 2020, data em que foi expedido alvará de soltura em razão da decisão liminar proferida em segunda instância. Na ocasião, Manoel foi liberado após pagar uma fiança de 10 salários mínimos da época, totalizando R$ 10.450.


 

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