Educação: Majeski critica condução nacional

Parlamentar lamentou falta de continuidade no MEC e brigas ideológicas

Por Gleyson Tete

Deputado Sergio Majeski (PSB) em sessão virtual da Assembleia Legislativa
Majeski discursou no Grande Expediente da sessão / Foto: Ellen Campanharo

O deputado Sergio Majeski (PSB) usou seu tempo no Grande Expediente da sessão ordinária virtual desta quarta-feira (15) para tecer uma série de críticas à falta de um trabalho mais bem planejado no Ministério da Educação (MEC) e às recentes nomeações feitas pelo governo federal no Conselho Nacional de Educação (CNE).

“É altamente preocupante o que ocorre no Ministério da Educação, sem contar o que ocorre no da Saúde, que já são mais de dois meses sem ministro e lotado de militares e não especialistas em saúde que seriam fundamentais nesse momento. Tivemos três ou quatro ministros (da Educação) em um ano e meio de governo sem que nenhum deixasse qualquer tipo de legado”, lamentou.

Para o parlamentar, a educação é o principal caminho para o desenvolvimento de uma nação em suas mais diversas áreas, como infraestrutura, agricultura e evolução tecnológica. Ele apontou que existe um atraso no Brasil de, pelo menos, 40 anos em relação à educação praticada nos países desenvolvidos e fez uma comparação com a situação da Coreia do Sul.

“O grau de desenvolvimento nos anos 60 era o mesmo que o do Brasil, mas era um país pobre e que, hoje, é um dos mais desenvolvidos. É um expoente econômico e tecnológico graças ao profundo investimento na educação e os sucessivos governantes com seriedade. No Brasil nós brincamos, ocorreram pequenos avanços, mas a duras penas”, ressaltou.

Em seu pronunciamento Majeski alertou para as consequências que o possível fim do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – mecanismo federal que garante recursos para a educação básica e que tem previsão de término em 31 de dezembro deste ano – pode acarretar.

“O Fundeb foi criado por Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) como Fundef e depois foi transformado em Fundeb no governo Lula (2003-10). Se não for aprovado esse ano, a educação estará em maus lençóis em 2021”, disse.

Conselho Nacional

Outro ponto da fala do deputado abordou a nova composição do Conselho Nacional de Educação, órgão que assessora o MEC na orientação de políticas públicas. O conselho possui 24 membros com mandatos de quatro anos e com possibilidade de recondução por mais dois anos.

Na última sexta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) emitiu decreto com 13 nomes para o CNE, sendo 11 novatos.

“Não há um único representante dos secretários estaduais e municipais de educação. Isso é profundamente lamentável. Como o conselho não tem representante daqueles que mais conhecem a realidade da educação do ensino fundamental e médio? O MEC, nesse último ano e meio, está sendo desmontado. Temos, no Brasil, pessoas altamente gabaritadas para ocupar esses postos, o próprio MEC tem profissionais de carreira de alta envergadura”, garantiu.

Por fim, o deputado falou que não existia problema em o ministro da Educação ser conservador ou progressista, desde que fosse competente e estivesse assessorado por pessoas que entendessem de educação em todos os seus níveis.
 
“Mais do que nunca deveríamos ter pessoas competentes no MEC e nas secretarias dos Estados e Municípios para pensar além dos problemas crônicos que a educação sempre teve, mas também sobre como lidar com as questões da educação com a pandemia e a pós-pandemia. Mas é o contrário do que a gente vê. Vemos pessoas sendo nomeadas por questão ideológicas sem se pensar a educação como grande caminho para a nação”, concluiu.
 
Segurança

As melhorias nos índices da segurança pública no Espírito Santo foram comemoradas no discurso do deputado Coronel Alexandre Quintino (PSL). O parlamentar elogiou o trabalho do secretário de Estado da Segurança Coronel Alexandre Ramalho e do comandante-geral da Polícia Militar Douglas Caus.
 
“Parabenizo todo o sistema de segurança pública. O secretário Ramalho conhece o Estado de ponta a ponta e tem desenvolvido um trabalho muito bom. Está trazendo de volta a autoestima dos policiais e de todos os envolvidos na segurança. Está trazendo de volta a vontade de trabalhar. Tem feito operações conjuntas que tem dado resultado prendendo criminosos”, afirmou.

Segundo Quintino, tanto Ramalho quanto Caus não são “oficiais de gabinete”, pois vão para as ruas participar das operações junto aos policiais, o que na opinião dele faz muita diferença. “Vivemos uma pandemia, um problema de saúde e poderia estar havendo concomitantemente um problema na segurança com o fechamento das lojas e as pessoas perdendo o emprego. Mesmo assim, os índices de furto ao patrimônio e homicídios não estão aumentando e isso se deve aos envolvidos no sistema de segurança pública”, frisou.
 
Ao final de sua fala, ele lembrou o assassinato em Vila Velha, no último dia (8), do policial militar Mário Morandi, que também era assessor parlamentar do deputado Capitão Assumção (Patriota). Ele elogiou o trabalho do chefe da Polícia Civil delegado José Arruda e pediu uma solução para o crime. “É necessária uma elucidação para que sirva de exemplo para toda a população capixaba”, salientou. 

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