Reaproveitamento do plástico em debate

Evento abordou a importância de tratar a reciclagem com viés econômico

Por Silvia Magna

Seminário Economia Circular do Plástico
Seminário reúne instituições ligadas à indústria / Foto: Lucas Silva

O comportamento da sociedade, da indústria e das Casas Legislativas nas questões relacionadas ao reaproveitamento do plástico esteve em pauta nesta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa. 

Realizado no Auditório Hermógenes Lima Fonseca, o Seminário Economia Circular do Plástico foi uma promoção do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplast) em parceria com a Federação das Indústrias do Espírito Santo e Ales.

A representante da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) Paula Lorenzoni citou a falta de políticas públicas eficazes como um dos problemas a serem enfrentados. Paula relatou que apenas 1/4 das leis voltadas para esse tema é eficaz e que o maior vilão não é o plástico, mas o seu consumo excessivo e o descarte inadequado.

Segundo ela, a maioria das proposituras nesse sentido visa banir o plástico, o que, na opinião dela, é praticamente impossível: “Tivemos uma mobilização nacional para acabar com as sacolas de supermercado, por exemplo. Pesquisas já mostraram que de todas as sacolas de supermercado economizadas em um ano, apenas 20% são mensuradas e os números dessa mensuração apontaram que esse hábito não impacta o meio ambiente. É necessário promover o reprocessamento dessa matéria-prima porque a reutilização vai evitar a produção de novas sacolas e isso sim, impacta”, afirmou. 

Economia

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Plásticos do Espírito Santo (Sindiplast-ES), Jackley Maifredo, a economia circular é a forma mais correta de destinação de resíduos. Segundo ele, o plástico emprega cerca de 20 mil pessoas em 150 empresas no Espírito Santo.

“O conceito de reprocessamento pós-consumo e embalagens  deve ser tratado com viés econômico e não como problema ambiental, porque gera empregos e oportunidades de negócios, além de preservar o meio  ambiente”, afirmou. 

Falta conhecimento

Para o engenheiro químico Miguel Baiense, falta conhecimento por parte das pessoas e do Poder Público sobre o que é esse material. Conforme explicou,  o plástico é o segundo material mais descartado pelas pessoas, perdendo apenas para o papel. Já o custo para reciclar uma peça é bem menor do que o custo gerado com o descarte. 

“Para fazer uma unidade de copo plástico gastamos 26 mililitros de água. [Para] um canudo de plástico gastamos bem menos. Quando um desses objetos é jogado fora gastamos mais água e outros materiais para limpar esse ambiente. Vemos toda uma mobilização em torno do banimento desse material e essa não é a solução. Falta informação para sociedade e legisladores”, opinou. 

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