Saúde: secretário presta contas na Ales

Nésio Fernandes apresentou avanços e desafios da área no Espírito Santo

Por Silvia Magna

Nésio Fernandes
Segundo secretário, setor foi impactado com gastos com pessoal / Foto: Tati Beling

Os avanços e desafios da saúde capixaba no primeiro quadrimestre foram apresentados pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes (PCdoB), em audiência pública de prestação de contas realizada pela comissão temática da Casa, no Plenário Dirceu Cardoso.

Confira mais fotos da prestação de contas

Falando a convidados e aos deputados Doutor Hércules Silveira (MDB), Hudson Leal (PRB) e Emílio Mameri (PSDB), o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirmou que a implantação de um novo modelo de gestão está conseguindo dinamizar a aplicação de recursos destinados à pasta.

Nos últimos anos, segundo Nésio, o setor foi impactado com gastos com pessoal, principalmente com o aumento da participação do Estado na Previdência complementar. “A Sesa apresentou uma redução proporcional nos gastos globais, comparados ao mesmo período de 2018 (janeiro a abril)”, afirmou.

Despesas

Dos 30,7% gastos com funcionalismo no primeiro quadrimestre, 76,8% foram com a folha de pagamento e encargos sociais e 23,2% em contribuições previdenciárias.

A manutenção de serviços da rede complementar consumiu 68,8% das despesas liquidadas com custeio, um aumento de 2,7%. Já a compra de medicamentos foi 1,3% menor em relação ao mesmo período de 2018.

Ele explicou que o Espírito Santo foi o estado que apresentou a maior aplicação de recursos próprios na saúde, comparado aos outros estados da região: 18,96% contra 13,37% de São Paulo e 7,91% de Minas Gerais. O Rio de Janeiro não informou essa participação.

Produção ambulatorial e hospitalar

A Sesa apresentou 358 atendimentos ambulatoriais a mais se comparado ao período passado, enquanto os hospitalares diminuíram 3.116 no mesmo prazo, além de 32% a mais em cirurgias eletivas. Foram 9.281 procedimentos oftalmológicos, circulatórios e genito-urinários.

Judicialização

Conforme o secretário, um dos grandes desafios da gestão da saúde pública é diminuir o crescente número de ações judiciais. Só este ano, o Estado recebeu 4.126 processos; um aumento de 21,7%. A Região Metropolitana é a campeã em judicialização, seguida pelas regiões central, sul e norte.

As internações e transferências são as áreas mais demandadas, com 765 reclamações; 69 a mais que no ano passado. Consultas e medicamentos também respondem por grande parte das ações judiciais, com 702 e 570 casos, respectivamente.

Desafios

O secretário apontou a modernização da administração pública como a grande aposta da pasta. De acordo com ele, o Espírito Santo tem boa aplicação financeira na saúde pública e apresenta resultados satisfatórios, quando comparado aos demais estados da Região Sudeste.

“O planejamento estratégico para 2020 visa investir em novas tecnologias para o setor, ampliar e adequar a infraestrutura física SUS, reorientar o modelo da atenção e de vigilância em saúde, a fim de tornar a atenção básica mais resolutiva e integrada”, disse Nésio.

Para o deputado Emílio Mameri, simplificar o acesso à atenção básica é o gargalo da pasta. “Tão importante quando investir em materiais e equipamentos é modernizar a gestão em toda a estrutura, começando pela base. A burocracia atrapalha todo o processo e, consequentemente, a gestão de qualidade”, disse.

Participaram da audiência a secretária de Saúde de Aracruz, Clenir Avanza, o diretor do Hospital Evangélico, Ricardo Ewald, representantes de diversos conselhos e da sociedade.

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