Parlamentares criticam cortes no MEC

Sergio Majeski e Iriny Lopes reprovaram redução anunciada de 30% no repasse de verbas

Por Gleyson Tete

Iriny Lopes
Iriny disse que investimentos em pesquisa feitos pelas instituições beneficiam toda a sociedade / Foto: Lissa De Paula

Os deputados estaduais Sergio Majeski (PSB) e Iriny Lopes (PT) usaram a tribuna da Assembleia Legislativa (Ales) durante a sessão ordinária desta segunda-feira (6). Eles criticaram o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que anunciou um corte de 30% na verba das universidades e institutos federais.

“Primeiro o ministro disse que ia cortar das universidades da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB) e Fluminense (UFF) alegando que havia balbúrdia e eventos ridículos. Ele desconhece o que é um instituto federal e uma universidade federal",  disse Majeski, lembrando que boa parte das instituições de ensino é respeitada internacionalmente. 

Para o parlamentar, o fato de existirem alguns problemas nestas instituições não pode servir como pretexto para desqualificar o trabalho delas e dos professores. “As universidades e institutos não têm a mínima condição de continuar com as pesquisas e atendimentos que têm feito com esse corte absurdo”, destacou.

Ele informou que a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) possui cerca de 23 mil alunos em mais de 100 cursos e que ainda tem em sua estrutura o Hospital das Clínicas. Além disso, que o Instituto Federal (Ifes) tem aproximadamente 36 mil estudantes dispostos em 21 campi e mais 40 polos de educação a distância.

Majeski questionou qual seria o diagnóstico utilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para se chegar à conclusão do corte. “Fica meu repúdio a mais esse ato arbitrário do governo federal e minha completa e irrestrita solidariedade às universidades e institutos federais”, disparou.

Iriny fez coro às palavras do colega e lamentou fala do ministro a respeito de cursos ofertados para pessoas do Movimento dos sem Terra (MST). “Eu quero saber no que diminui qualquer universidade brasileira ou de qualquer país dar cursos voltados direta e especificamente para a educação no campo. As pessoas que moram na roça não têm direito de estudo?”, indagou.

Segundo a deputada, após perceber que poderia sofrer ação de improbidade quando anunciou o corte para apenas três universidades, o ministro estendeu a medida para as demais e ainda usou o argumento de que o dinheiro seria investido no ensino fundamental. Entretanto, que não existiam dados para justificar tal transferência de recursos.

Por fim, Iriny salientou que os investimentos em pesquisa e extensão feitos pelas instituições de ensino federais beneficiavam toda a sociedade. Ela também parabenizou os alunos do Ifes pela manifestação no Centro de Vitória na última sexta-feira (3). “Na próxima manifestação estaremos junto com eles, defendendo o ensino público brasileiro”, prometeu.

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