Estado tem quase 2 mil crimes cibernéticos por ano

Pedofilia, crimes contra a honra e estelionato são os casos mais comuns, segundo delegado que participou de CPI sobre o tema

Por Redação Web Ales

CPI dos Crimes Cibernéticos
CPI dos Crimes Cibernéticos realizou sua primeira reunião ordinária nesta terça-feira / Foto: Ellen Campanharo

Em 2018, o Espírito Santo teve 1.898 crimes virtuais registrados na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos. E a tendência é o incremento desse número, já que, só nos primeiros meses de 2019, já houve 600 ocorrências. Os dados foram apresentados pelo delegado Brenno Andrade, que participou da primeira reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos. 

Nesta terça-feira (9), o novo colegiado colheu o depoimento de Andrade, que explicou o funcionamento da delegacia e os tipos de delito que são mais comuns. “A única coisa que nunca vi foi homicídio, o resto eu já vi tudo”, brincou o delegado, ressaltando a diversidade de crimes que ocorrem no ambiente virtual. Casos de pedofilia, crimes contra a honra e estelionatos são os casos mais recorrentes, segundo o convidado da CPI. 

Andrade reclamou da falta de efetivo da delegacia, que demanda profissionais especializados e explicou que, devido à sobrecarga de trabalho, a equipe tem de priorizar alguns tipos de ocorrências em detrimento de outras. Nos casos de estelionato, a delegacia investiga apenas os acima de 10 salários mínimos. Crimes contra a honra foram retirados da competência da delegacia. Mas os casos de pedofilia na internet continuam sob sua alçada. 

O relator da CPI, Delegado Danilo Bahiense (PSL), concordou: “Realmente é necessário limitar, se não todos os crimes vão parar na delegacia”, disse. O presidente do colegiado, Vandinho Leite (PSDB), decidiu enviar um ofício ao Executivo, em nome da CPI, questionando sobre o tamanho do efetivo disponibilizado à Delegacia de Crimes Cibernéticos e sobre a falta de aparelhagem adequada para as investigações.  

Ameaças a colégio

A CPI também ouviu um diretor de uma escola particular localizada em Jardim América, Cariacica, que sofreu ameaças via aplicativo de mensagens. Um adolescente de 17 anos – que já foi identificado – teria enviado mensagens a alunos do colégio avisando que ele e mais cinco companheiros armados atacariam a escola. As ameaças geraram pânico na comunidade escolar. 

“Imediatamente fui ao DPJ (Departamento de Polícia Judiciária) de Vila Velha. Com a orientação do delegado, decidimos não suspender as aulas para não aumentar o caos”, explicou o diretor Eduardo Campos. “Na última quinta-feira (4), a avó do autor esteve no colégio, mentiu para os nossos seguranças e foi atrás de mim para conversar comigo para que eu parasse de mandar ‘bilhetinhos’ para os pais falando que o neto dela era criminoso”, contou.  

“Como diretor, eu tenho a obrigação de prezar pela segurança de todos do colégio. Os alunos estão com medo de andarem pelo bairro com o uniforme do colégio. Não se trata apenas de uma brincadeira. Houve prejuízos psicológicos e econômicos”, relatou. Segundo o diretor, muitos pais estão pressionando uma medida mais efetiva em relação ao autor das ameaças, dizendo que, se não for feito, vão tirar os filhos da escola. 

O delegado Brenno Andrade explicou que o caso continua sendo investigado. “Acreditamos que, nesta semana, teremos mais respostas para essa situação”, informou. 

A CPI também decidiu convocar, para a próxima reunião, a avó do adolescente que fez as ameaças. As reuniões ordinárias da CPI dos Crimes Cibernéticos são realizadas às terças-feiras, quinzenalmente, às 9 horas, no Plenário Judith Leão. 
 

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