Comissão conhece trabalho do Escritório Social

Iniciativa apresentada pela Sejus encaminha detentos recém-saídos da prisão para políticas públicas ofertadas pelo Estado

Por Titina Cardoso

Walace Tarcísio Pontes
Primeiro ano após saída é o mais importante de acompanhamento do ex-detento, disse secretário / Foto: Tati Beling

Entre detentos provisórios e condenados, 22 mil pessoas estão encarceradas no Espirito Santo. O número assusta, já que, há pouco mais de dez anos, em 2005, havia quatro mil pessoas no sistema prisional capixaba. Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Justiça, Walace Tarcísio Pontes, em reunião da Comissão de Política sobre Drogas, nesta segunda-feira (18).

 

“O sistema prisional atravessa um aumento desenfreado de encarcerados. Seria necessária a construção de unidades prisionais a cada três meses. Nossos esforços vêm se concentrando não só na construção de novas unidades, mas também para entender melhor a questão da criminalidade”, revelou o secretário.

 

Pontes veio à Casa acompanhado da gerente de reintegração social e cidadania da pasta, Cláudia Maria da Silva, para apresentar aos deputados as políticas implementadas com para minimizar os efeitos da criminalidade na sociedade capixaba. O projeto de destaque é o Escritório Social, equipamento sob responsabilidade da secretaria e supervisionado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Escritório Social

 

A gerente da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) explicou que o equipamento realiza diversos tipos de encaminhamento para as demais políticas públicas oferecidas pelo Estado, como a emissão de documentos, preparação para o mercado de trabalho, além das redes de ensino, de saúde e socioassistencial. O projeto tem mais de 70% de adesão dos egressos e, em dois anos de funcionamento, 13,5 mil pessoas já foram atendidas.

 

Para Walace Pontes, o primeiro ano após a saída do sistema prisional é o momento mais importante de acompanhamento do ex-condenado. Nesse sentido, o Escritório Social tem o objetivo de recepcionar esse cidadão e também os seus familiares. “O cidadão fica segregado do contato social por um período determinado. Ele tem todos os seus vínculos socioafetivos rompidos”, explicou o gestor.

 

Além disso, quando a pessoa sai do sistema prisional, segundo o secretário, ela enfrenta o preconceito da sociedade e também acaba vendo o Estado como um inimigo, o que acaba a afastando das políticas oferecidas. Quando o egresso procura o escritório, de forma voluntária, ele passa por atendimento com psicólogo e assistente social, que analisam suas qualificações, aptidões e condições de saúde, por exemplo, traçando um plano de individualizado de reinserção na sociedade.

 

O Espírito Santo foi o primeiro a implantar, em 2016, essa modalidade de atendimento e, segundo a gerente Cláudia Maria da Silva, tem sido referência para outros Estados nas políticas de reinserção social. Para o presidente da Comissão de Política sobre Drogas, Padre Honório (PT), o projeto é importante, mas ainda faltam políticas públicas, principalmente nos bairros de periferia, para evitar que os jovens capixabas se sintam atraídos pelo mundo do crime.

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