Enivaldo defende hospitais administrados por OSs

Para deputado, organizações sociais tornam gestão mais dinâmica. Já Majeski destacou falta de crédito da população na Justiça do Brasil

Por João Caetano Vargas

Sergio Majeski
Tucano aproveitou sessão para lembrar de julgamento do STF sobre habeas corpus do ex-presidente Lula / Foto: Tati Beling

O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) saiu em defesa de hospitais públicos administrados por organizações sociais (OSs). Durante o seu pronunciamento na sessão ordinária da tarde desta terça-feira (27), o parlamentar criticou a onda de denuncismo sem fundamento por parte de sindicatos, que de acordo com ele, são os únicos prejudicados por esse tipo de medida.

 

Segundo o parlamentar, o ideal é que os servidores sejam contratados por meio de concurso público, mas na área da saúde muitas vezes fica difícil atrair profissionais pelo preço que o Poder Público pode pagar. “Os médicos especialistas geralmente custam quatro, cinco vezes mais do que as prefeituras e o governo podem pagar”, explicou.

 

O deputado explicou que somente por meio de OS é possível que a administração pública consiga contratar profissionais pelos valores do mercado. “A OS cria um dinamismo de gestão e uma facilidade no atendimento à população”, afirmou.

 

De acordo com ele, os sindicatos criticam as organizações sociais por perderem indicações políticas dentro desse modelo de administração. “As amarras burocráticas beneficiam somente os sindicatos e a população é que sai prejudicada. É preciso sim condenar as atitudes erradas, mas é preciso coerência para analisar”, finalizou.

 

Judiciário

 

Já Sergio Majeski (PSDB) teceu críticas ao Judiciário do País. Conforme disse, é preciso que os três Poderes trabalhem em harmonia, mas lamentou a falta de crédito do Judiciário com a sociedade. Ele fez menção ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de um habeas corpus para o ex-presidente Lula.

 

“Não estou aqui fazendo juízo de valor, mas o que fizeram diante da nação semana passada desmoraliza e faz com que o povo confie cada vez menos nas instituições e isso é um perigo para a democracia”, afirmou o tucano. Majeski disse ainda que o Judiciário “é o último fio de esperança de uma sociedade para que as leis sejam cumpridas”.

 

Para exemplificar esse descrédito, o deputado lembrou do assassinato do juiz Alexandre Martins, em Vila Velha, em 2003. “Já se passaram 15 anos e não houve um julgamento justo. Os assassinos do juiz já estão livres e os acusados de encomendarem a execução jamais cumpriram pena”, concluiu o parlamentar.

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