Violência contra mulher em Cachoeiro é tema de reunião

Oscip Anna Carolina defende capacitação de policiais sobre a Lei Maria da Penha e vara especializada no município

Por Redação Web Ales

1.290 casos de agressão em 2012 /
Fotos: Divulgação (capa e interna)

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Valls Feu Rosa e Glauber Coelho participaram de reunião com Oscip

Com o objetivo de discutir propostas e ações para o enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado do Espírito Santo, representantes do Centro de Defesa da Mulher "Anna Carolina", de Cachoeiro de Itapemirim, se reuniram, nesta semana, com o presidente do Tribunal de Justiça, Pedro Valls Feu Rosa, e o deputado estadual Glauber Coelho (PR), na sede do TJES, em Vitória.

A Oscip - que leva o nome de Anna Carolina Ribeiro Taliuli, assassinada em 2011 pelo namorado, aos 24 anos - desenvolve ações educativas em empresas e escolas, realizando campanhas educativas e palestras sobre a violência contra as mulheres e a Lei Maria da Penha. Nas palestras são distribuídos exemplares da lei. Os interessados devem procurar a entidade (Rua Costa Pereira, 132, Centro de Cachoeiro). O telefone da entidade é (28) 3036-6040. A entidade também faz pesquisa de casos de violência para geração de estatísticas e estudos para ações de enfrentamento à violência doméstica.

Na reunião, os representantes da entidade Elias Medeiros e Marissol Dalrio apresentaram ao presidente do TJES e ao deputado as estatísticas da violência em Cachoeiro de Itapemirim. A  Delegacia de Crimes contra a Vida do município registrou, em 2012, 1.290 casos de agressão contra mulheres, 56 estupros e um homicídio. Em 2011, seis mulheres foram assassinadas no município e mais de 1.200, agredidas.

A Oscip também levou para a reunião as suas reivindicações. Entre elas está a implantação, em Cachoeiro, da Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar – alvo da Indicação 172/2013, apresentada pela deputada Luzia Toledo (PMDB) ao presidente do TJ. Outras ações pretendidas são a capacitação específica de policiais civis e militares sobre a Lei Maria da Penha e a criação de grupo de reflexão para homens envolvidos em violência doméstica e de gênero, com atendimento e tratamento para a agressividade por meio de acompanhamento permanente de profissionais das áreas de psicologia e assistência social.

“A informação e a conscientização podem evitar a violência. Nosso trabalho não é o de punir, ao contrário, é o de promover a reflexão sobre o tema e a mudança de comportamento das pessoas, das famílias”, explica Elias Medeiros. Para o deputado Glauber Coelho, “a violência doméstica precisa ser varrida da sociedade capixaba. A Lei Maria da Penha é um instrumento importante de proteção à mulher e precisa ser permanentemente difundido e aplicado nos casos de agressão. Por isso, estamos apoiando esse trabalho que se estende à proteção das famílias”.

No Brasil, o Espírito Santo é o Estado campeão em assassinatos de mulheres em todo o território nacional. A informação é do Mapa da Violência no Brasil, divulgado pelo Ministério da Justiça. 

Da Redação/Web Ales
(Reprodução autorizada mediante citação da Web Ales)


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