Seca no sul do estado repercute no Plenário

Ferraço falou sobre os prejuízos causados a municípios da região e cobrou ajuda do governo do Estado em pronunciamento nesta quarta, durante sessão ordinária

Por Wanderley Araújo, com edição de Angèle Murad

Vista área de uma plantação de abacaxi, com o solo muito seco
Cultivo de abacaxi foi atingido, com redução de 90% na colheita, diz Ferraço / Foto: Prefeitura de Marataízes/ES

Os produtores rurais do estado estão apreensivos com a quebra nas safras de abacaxi e cana de açúcar e também na produção de leite em decorrência da seca que atinge toda a região. Na sessão ordinária desta quarta-feira (14), o deputado Theodorico Ferraço (PP) fez um apelo ao secretário de Estado da Agricultura, José Roberto Macedo Fontes, para visitar a região, já que os prefeitos precisam de ajuda do governo do Estado. 

Conforme relatou, o abacaxi praticamente acabou no sul capixaba, com redução de 90% na colheita. Em relação à cana-de-açúcar, que é fundamental para alimentar o gado, não haverá oferta sequer para a Usina Paineiras, que está localizada no município de Itapemirim, e produz açúcar e etanol, de acordo com o parlamentar.  

Fotos da sessão ordinária

Ele explicou que a falta da cana-de-açúcar para o rebanho tem efeito cascata, pois diminui a produção bovina, o que reduz a oferta da carne, pressionando ainda mais os preços do produto, que já está ausente na alimentação de muitos brasileiros. 

Ferraço disse que a Prefeitura de Marataízes chegou a decretar estado de emergência devido aos prejuízos no setor agropecuário, que afetam outros municípios, como Itapemirim e Presidente Kennedy. 

O deputado estadual acrescentou que a situação difícil enfrentada pelos produtores da região já foi comunicada também à presidência do Banco do Brasil, que financia a maior parte dos investimentos no setor. 

Concurso para professor 

O deputado Sergio Majeski (PSDB) fez um apelo às secretarias estaduais da Educação (Sedu) e de Gestão e Recursos Humanos (Seger) para que divulguem a data de convocação dos aprovados em concurso realizado no dia 27 de março deste ano para o preenchimento de 1.500 vagas na rede estadual de ensino. 

Conforme o parlamentar, foram abertas 900 vagas para professor e pedagogo e 600 para agentes de suporte, sendo que todas as etapas do certame já foram finalizadas, não cabendo mais recursos.  

Sergio Majeski interpretou que, do ponto de vista legal, não se justifica argumento do governo de que não pode divulgar a data da convocação por causa do período das eleições. 

O deputado entende que a legislação eleitoral não impede esse tipo de ato da administração pública, pois não se trata da posse em si dos aprovados, mas apenas a divulgação do calendário para apresentação dos documentos necessários para o ingresso no serviço público. 

Segundo Majeski, a divulgação do calendário seria um “alívio” para os aprovados, que estão apreensivos diante das incertezas quanto à convocação para assumir as vagas. 

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