Agressão a procuradora de SP repercute na Ales

Deputada Janete de Sá propõe nota de repúdio pedindo apuração rígida do caso

Por Silvia Magna, com edição de Angèle Murad

Deputada Janete de Sá fala na tribuna do plenário
Janete é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres da Ales / Foto: Lucas S. Costa

A agressão à procuradora-geral do município de Registro (SP), Gabriela Monteiro de Barros, esteve em pauta durante a sessão ordinária desta quarta-feira (22). A deputada Janete de Sá (PSB), que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Familiar e Doméstica, apresentou o vídeo do espancamento da advogada, leu uma nota de repúdio e defendeu a urgência no combate à violência de gênero. 

O texto, encabeçado pela frente parlamentar, presta total apoio à vítima e cobra medidas urgentes e punitivas ao agressor, Demétrius Oliveira de Macedo, inclusive com pedido de exoneração dele do cargo de procurador da Prefeitura de Registro. 

Janete informou que o documento será encaminhado para os gabinetes a fim de ser assinado pelos demais deputados e pelo presidente do Legislativo, deputado Erick Musso (Republicanos). Em seguida, a nota será encaminhada para a Prefeitura de Registro, além de outros órgãos do Estado de São Paulo. 

“Quero que ela saiba que ela não está sozinha, que estamos com ela. O Espírito Santo tem mulheres que apoiam outras mulheres. Pedimos a punição severa do agressor e que ele também perca o cargo e o direito de exercer essa profissão”, declarou.

Entenda

O caso, que ganhou repercussão na mídia e em redes sociais, aconteceu na segunda-feira (20), dentro da Prefeitura de Registro, onde a vítima e o agressor são servidores concursados desde 2013. Relatos da procuradora-geral dão conta de que o ataque ocorreu após ser publicada a instauração de processo administrativo disciplinar contra o colega no Diário Oficial do município. 

Segundo a vítima, a abertura do processo aconteceu após o recebimento de denúncias de outras mulheres a respeito do comportamento do homem no local de trabalho. A servidora, que é chefe do agressor, afirma que nas reclamações há relatos de que ele hostilizava outras mulheres do setor que diziam sentir medo e falavam de falta de urbanidade e respeito por parte dele.

A procuradora, de 39 anos, foi agredida com chutes, socos na cabeça e em partes do tronco. Além de ser machucada fisicamente, ela foi atacada verbalmente pelo funcionário, de 34 anos. O rosto da mulher ficou desfigurado.

O agressor foi afastado de suas funções por 30 dias e teve o salário cortado. Ele foi ouvido e solto pela Polícia Civil, já que, segundo o delegado responsável pelo caso, não houve flagrante. À polícia, o homem alegou que agrediu a colega de trabalho porque sofria assédio moral. No início da tarde desta quarta-feira a Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão preventiva do procurador.

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