Marcelo Santos quer ações em infraestrutura

Deputado pediu que governo envie ao Legislativo propostas destinadas a desburocratizar obras e alavancar desenvolvimento

Por Wanderley Araújo, com edição de Nicolle Expósito

Deputado Marcelo Santos fala na tribuna do plenário
À frente da Comissão de Infraestrutura, Santos atuou em estudo sobre entraves para o desenvolvimento / Foto: Ellen Campanharo

O deputado Marcelo Santos (Podemos) usou a tribuna para fazer um apelo ao governo no sentido de encaminhar à Assembleia Legislativa (Ales) um pacote de medidas para destravar a realização de obras públicas em todo o estado.

Ele relatou que a convite do governador Renato Casagrande (PSB) coordenou, junto com o secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz, um Grupo de Trabalho (GT) que efetuou um diagnóstico completo dos principais gargalos que estão atrasando a execução de projetos destinados ao desenvolvimento socioeconômico capixaba.

De acordo com Marcelo, Casagrande havia solicitado esses estudos com a promessa de reunir informações capazes de servir de embasamento para a elaboração de iniciativas consistentes na geração de emprego e renda e na instituição de um plano logístico capaz de impulsionar a economia regional.

Segundo o deputado, um amplo estudo foi feito nesse sentido, num trabalho que contou com a colaboração de diversos atores, entre eles representantes de várias secretarias estaduais e de órgãos como o Departamento de Edificações e de Rodovias  (DER-ES), Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Sindicato da Construção Civil, associações de engenheiros e arquitetos, além das procuradorias da Ales e do Estado, e da Secretaria de Controle e Transparência (Secont).

De acordo com o deputado, houve sugestões para destravar principalmente gargalos causados pelo excesso de burocracia na liberação de licenças ambientais, mas até agora nenhuma proposta de lei resultante desse trabalho foi encaminhada para análise da Casa.

“Nossa preocupação é que, se o governo demorar demais, perderemos a oportunidade de resolvermos esses problemas, pois encaminhar projetos em 2022 seria tarde demais, uma vez que as atenções estarão voltadas para as disputas eleitorais”, afirmou.

Inclusão

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), adiantou que está elaborando iniciativas destinadas à maior inclusão social dos cegos no estado. Ele defendeu mais solidariedade a essas pessoas, e lembrou que há sinalizações que podem ajudá-las quando precisam de auxílio. Uma delas está relacionada às diferentes cores das bengalas que usam.

“Se for branca, quer dizer que a pessoa tem cegueira total; caso a pessoa esteja apoiada numa bengala verde isso sinaliza que se trata de alguém com baixa visão; caso seja branca e vermelha significa que além de deficiente visual, a pessoa é também deficiente auditiva”, explicou.

Danilo citou dados do IBGE (2020) que apontam que 45 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência; destes, mais de 12 milhões têm problemas relacionados à visão.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Doutor Hércules (MDB), apoiou Bahiense em sua fala e se dispôs a somar forças na ajuda aos cegos. Hércules lembrou que em breve será criado no estado um núcleo especializado no atendimento a pessoas com esse tipo de deficiência.

Afeganistão

A retomada do poder pelos talibãs no Afeganistão, com a retirada das tropas norte-americanas após mais de 20 anos de ocupação, também repercutiu na sessão ordinária.

Janete de Sá (PMN) conclamou a sociedade a repudiar o fato, classificando o Talibã de uma milícia que explora financeiramente os compatriotas para financiar o terrorismo no mundo. A deputada demonstrou preocupação com o futuro das mulheres afegãs que, conforme relatou, são oprimidas e muitas delas sequestradas com objetivo de exploração sexual.

Iriny Lopes (PT) culpou os EUA pelo retrocesso que levou os talibãs ao poder novamente. Segundo disse, em 20 anos de ocupação pelos norte-americanos nada mudou substancialmente no país, pois a miséria e a opressão das mulheres, além dos assassinatos de opositores, continuam.

Sergio Majeski (PSB), que é professor de geografia, considerou que o mundo todo deve estar atento ao que acontece no Afeganistão, pois se trata de um jogo que envolve grandes potências, entre elas os EUA, a China e a Grã-Bretanha. 

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