Frente debate sobre câncer infantil

A criação de política pública que permita a rápida regulação e tratamento dos pacientes é um dos desafios 

Por Marcos Bonn | Atualizado há 10 dias

Mulher lendo livro para crianças no hospital
Reunião da Frente de Enfrentamento ao Câncer Infantojuvenil será segunda (23), às 9 horas / Foto: Ministério da Saúde

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil é lembrado na próxima segunda-feira (23). Nesse dia, o tema será abordado em reunião virtual da frente parlamentar da Assembleia Legislativa (Ales), a partir das 9 horas, com a presença de autoridades da área que atuam no Espírito Santo e de referência nacional. 

O superintendente do Instituto de Câncer Infantil (ICI) em Porto Alegre (RS), o oncologista pediátrico Algemir Brunetto, falará de ações da qual participa para criar uma política pública específica contra a doença. Uma delas se deu por meio de um projeto transformado em lei em agosto deste ano naquele estado.

A iniciativa reúne uma série de medidas que contemplam a regulação desses pacientes e o rápido encaminhamento para um centro especializado com toda a estrutura para diagnóstico e tratamento. Ele revela que o objetivo é diminuir o período de espera (de até um mês) para que um caso suspeito da doença receba atendimento especializado.

Telemedicina

Estimular a adoção da telemedicina para orientar sobre os encaminhamentos, por exemplo, também é uma das ações. Conforme explica o médico, ter um diagnóstico precoce e ofertar atendimento em centro especializado pode impactar em índices de cura acima dos 70%. Entretanto, revela, que o cenário no Brasil hoje está aquém desses números. 

Coordenador do Comitê Executivo da Frente Parlamentar da Prevenção e Combate ao Câncer Infantil da Câmara Federal, Algemir Brunetto também contribui para melhorias no enfrentamento ao câncer infantil no âmbito nacional, como promover alterações em portarias do Ministério da Saúde (MS) que regulam o tratamento de câncer.

De acordo com ele, atualmente essas portarias têm como base o tratamento de câncer de adulto. “Trata-se uma criança como se fosse um adulto pequeno, no entanto, são doenças muito diferentes”. Além disso, conforme diz, é preciso capacitar alunos das faculdades de Medicina e residência médica acerca do câncer infantil.  

Segundo Algemir, em algumas regiões do País, estima-se que até 20% das crianças e adolescentes não chegam a receber diagnóstico. Ele acredita que o projeto de lei aprovado no RS pode ser replicado em todos os estados e considera importante uma reflexão acerca do tema. 

Além dele, devem participar da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer Infantojuvenil o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), Cláudio Galvão; a gerente do setor de Oncologia do Hospital Estadual Infantil de Vitória, Tânia Bortolini; o diretor-presidente da Associação Capixaba contra o Câncer Infantil (Acacci), Francisco Gava; o superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves; entre outros. 

Confira a agenda da semana

Segunda-feira (23)
9 horas - Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer Infantojuvenil
 
Terça-feira (24)
9 horas - Comissão de Saúde
13 horas - Comissão de Justiça

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