Deputados repercutem chuva que atinge o ES

Negligência com investimentos no meio ambiente foi tema predominante nos discursos desta segunda (18)

Por Marcos Bonn

Sergio Majeski
Para Majeski problemas com chuvas se dão por falta de políticas públicas de longo e médio prazo / Foto: Tati Beling

A chuva que atinge o Espírito Santo nos últimos dias foi assunto repercutido por deputados na sessão ordinária desta segunda-feira (18). Marcelo Santos (PDT), Dr. Emílio Mameri (PSDB), Doutor Hércules (MDB), Hudson Leal (Republicanos) e Sergio Majeski (PSB) repercutiram na Fase das Comunicações e no Grande Expediente o estrago causado pelas inundações em municípios do estado.

Majeski atribuiu os problemas vivenciados pelos capixabas recentemente à ausência de políticas públicas de longo e médio prazo para o meio ambiente e à falta de interesse dos governantes em investir em uma área que não “rende votos”. Conforme disse, consequências de estiagem e excesso de chuva têm origem em obras humanas e, apesar de difícil, é possível serem minimizadas.

O socialista criticou a retirada de R$ 60 milhões do Fundema e do Fundágua em 2017, cujos recursos são destinados à manutenção da segurança hídrica no estado. Em outras palavras, avaliou que o discurso eleitoreiro imediatista de gestores e ações pontuais na área se sobressaltam a ações de recuperação ambiental, que levam até 15 anos para surtirem efeito.

O deputado usou um exemplo para ilustrar seu pensamento. “Para o prefeito, governador, presidente, secretário às vezes é mais vantajoso construir uma escola do que uma política que resulte em melhorar a qualidade da educação. Porque a construção em si, o prédio, é visível”, explicou. “Não dá para se inaugurar a recuperação de um rio”, comparou.

Vale do Orobó

O colega de plenário Dr. Emílio Mameri falou da situação crônica enfrentada há anos por moradores do Vale do Orobó, região entre Rio Novo do Sul, Piúma e Iconha. Mostrando fotos e vídeo, o parlamentar explicou que há anos enchentes acometem famílias ribeirinhas e comprometem a produção agrícola advinda de plantações e criação de gado.

“Precisamos fazer alguma coisa”, disse Mameri. “Estou levantando essa questão para que as autoridades possam se certificar da realidade em que vivem aquela população e que possamos sim tomar alguma atitude para que a gente consiga diminuir o impacto dessa nova enchente”, completou.

Vila Velha

Em um breve histórico, Hudson Leal descreveu a origem dos problemas de transbordamento do Rio Marinho, em Vila Velha, atribuindo-os à ação do homem, como ocupação desordenada e falta de gestão. “Os gestores antigos que passavam por Vila Velha nunca foram cobrar a ocupação desordenada que teve aquele local, às margens do rio”, lembrou.

Valendo-se de registros fotográficos e de vídeo, Doutor Hércules mostrou que problemas oriundos de excesso de chuva continuam com o passar dos anos, especialmente em Vila Velha. No painel eletrônico do plenário ele exibiu imagens de sobrevoo que fez em 26 de novembro de 2018 sobre a região, dias após intensas chuvas, e apontou que os estragos são os mesmos dos observados atualmente.

Prejuízos

Marcelo Santos (PDT) prestou solidariedade às vítimas das enchentes, que sofreram prejuízos incontáveis, reconhecendo as ações do governo do Estado para amparar os cidadãos de municípios atingidos, como Alegre, Viana, Cariacica e Santa Leopoldina. “O governador aguarda a manifestação desses prefeitos para que possa ajuda-los naquilo que a legislação permitir”, revelou.

Presidente da Comissão de Infraestrutura, o parlamentar vai propor ao Executivo que a transferência de recursos voluntários para o Tesouro Municipal tenha como um dos critérios um plano que observe essas áreas de risco. A discussão deve ser feita em parceria com a Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc-ES).

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