Saúde debate tratamento de epilepsia infantil

Neuropediatra apontou necessidade de encaminhamento rápido de casos de difícil controle para centros de referência em outros estados 

Por Nicolle Expósito

Convidados da Comissão de Saúde
Reunião foi realizada na Ales na manhã desta terça-feira / Foto: Tati Beling

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Ales) debateu, na reunião desta terça-feira (17), a necessidade de agilizar o tratamento para casos de epilepsia infantil de difícil controle. Apesar de poucos casos no Estado, muitos pacientes sofrem com a longa espera para conseguir atendimento em centros de referência localizados em outros Estados, já que o Espírito Santo não conta com uma unidade para casos mais complexos. 

A neuropediatra Elisa Funck, coordenadora do Serviço de Neurologia Infantil do Hospital Estadual e Maternidade Bernardino Alves (Himaba), conhecido como Hospital Infantil de Vila Velha, sugeriu a criação de um mecanismo que possa facilitar o fluxo de encaminhamento de pacientes com epilepsia refratária, como são chamados os casos de difícil controle dessa enfermidade neurológica que afeta cerca de 1 em cada 100 pessoas. 

A neuropediatra citou o caso de uma paciente com quadro grave de epilepsia que esperou por mais de um ano até conseguir uma avaliação em Porto Alegre. “Existe uma dificuldade muito grande de transferir esses pacientes para centros em lugares como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A gente sabe que há uma demanda muito grande nesses centros, mas a gente às vezes fica com o paciente aqui sendo que já se esgotaram todas as possibilidades terapêuticas e não há nada mais que se possa fazer e a criança continua convulsionando”, disse Elisa Funck.  

Confira as fotos da reunião da Comissão de Saúde

Telemedicina

A médica também sugeriu a realização de reuniões, por meio da telemedicina, com profissionais dos serviços de referência de forma a dar suporte ao trabalho da equipe que está na ponta. 

O deputado Emílio Mameri (PSDB), que conduziu os trabalhos, propôs a criação de um projeto com o modelo para melhorar o fluxo de encaminhamento dos casos graves de epilepsia. “Sugiro que possamos nos aprofundar no projeto e a Comissão de Saúde encampa isso e dá todo o encaminhamento à Secretaria de Saúde e tenho certeza de que, pela sensibilidade e trabalho desenvolvido, o Dr. Nésio [Fernandes] vai acatar de bom grado”, avaliou o vice-presidente do colegiado. 

O debate sobre o assunto foi proposto por Francesco de Agázio, que falou sobre a problemática comunicação entre os profissionais que atuam na área no país. “A minha ideia é a criação de um aplicativo para que um profissional possa se comunicar de maneira periódica e mais frequente com outros no momento em que tenha uma dúvida ou alguma questão na abordagem com o paciente”, sugeriu Agázio.

A pediatra e superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam-Ufes) Rita Elizabeth Checon, participou da reunião e sugeriu o envolvimento de todos os neuropediatras do Estado para coleta de sugestões sobre o assunto. 
 
 

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